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DF: primeira-dama de Ibaneis faz demagogia com as mulheres para encobrir os ataques do governo
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DF: primeira-dama de Ibaneis faz demagogia com as mulheres para encobrir os ataques do governo
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A exemplo do governo federal, com sua primeira-dama que faz uso de um discurso em libras, supostamente inclusivo, para encobrir a exclusão social e o descaso aos quais os mais desassistidos são condenados com as políticas levadas a cabo por Bolsonaro, o governo da capital Federal não fica atrás no show de demagogia.

Como a grande maioria das primeira-damas, a mulher do governador do Distrito Federal, Mayara Noronha, tem sua posição garantida como disseminadora de uma política fajuta que beira à caridade, travestida de uma suposta atenção a setores frágeis da população: mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência.

O foco das políticas para mulheres exemplifica o caráter farsesco da iniciativa, que tem bases muitos similares ao feminismo burguês, onde a preocupação é com um suposto “empoderamento” da mulher que a salvaria do ciclo de violência em que está inserida e a levaria à autonomia financeira, apenas por se dar conta de sua própria situação de submissão.

Enquanto o governo de seu marido atropela e destrói as casas das famílias pobres das ocupações no DF, núcleos muitas vezes chefiados por mulheres, a primeira-dama estuda projetos de capacitação profissional para inserção das mulheres no mercado de trabalho através de parcerias público-privadas com empresários, esses que pressionaram pela aprovação da reforma trabalhista e agora pela da previdência, que afetam principalmente as mulheres, por sua situação de pior remuneração e maior dependência de assistência governamental.

Um governo que ministra duros ataques contra a população precisa de muita propaganda para tentar se passar por aceitável, para fingir que trabalha pelo povo e que tem preocupação com as necessidades dos cidadãos, enquanto põe em prática os planos de sucateamento e privatização, além dos gigantescos cortes de recursos. Mayara é mais um exemplo que demonstra o lugar que a direita tem reservado para as mulheres, afastando-as dos postos de poder e as usando como fachada para suas falcatruas.