DF: a cada dia são piores as condições de atendimento na agência BB do Jardim Botânico

Agência-Banco-do-Brasil-CLN-201-Bloco-D-Asa-Norte-Comércio-Brasilia

No governo do golpista de Michel Temer a política de ataques ao funcionalismo e à instituição Banco do Brasil é uma constante: demissões em massa, fechamento de centenas de agências, arrocho salarial, sucateamento, etc., com a finalidade de preparar o banco para a sua privatização.

A recente indicação do futuro presidente do BB feito pelo próximo governo (eleito através da maior fraude eleitoral na história do País), de um representante dos banqueiros privados, um neoliberal convicto, que já deu declarações de que pretende entregar os ativos do banco para a iniciativa privada, indica a continuidade da política privatista dos golpistas.

Na esteira dessa política, as agências do BB estão num processo acelerado de sucateamento nunca antes vistos. Um exemplo é o que vem acontecendo na agência Jardim Botânico, localizada no bairro mais nobre de Brasília, Lago Sul. Conforme já denunciado por este Diário, a agência, que já era um verdadeiro caos, tanto para os funcionários quanto para os clientes, que sofrem com as longas filas, poucos terminais de atendimento (vários inoperantes devido a problemas técnicos), pouco espaço físico para o atendimento, sofreu uma reforma recentemente que, ao contrário do que deveria ser, conseguiu piorar o que já estava ruim. A agência, que já é pequena, não comporta a quantidade de clientes, passou a funcionar os caixas (apenas três guichês)na parte térrea da loja, que é o espaço menor da agência, menor que o subsolo onde ficava localizado anteriormente os caixas, passando, agora, a funcionar o atendimento. O que já era um caos, com a mudança, passou a ser um verdadeiro terror; só falta sair gente pela janela acumulada no pavimento térreo e subsolo.

Todo mundo sabe que não é por falta de dinheiro que a direção golpista do Banco do Brasil não investe em ambientes que não seja degradante para os trabalhadores e clientes. Todos os anos o banco vem apresentado bilhões em lucro e nem por isso há uma melhora nas agências.

O artifício utilizado pela burguesia de sucateamento das empresas estatais tem como finalidade, junto com imprensa venal, a tentativa influenciar a “opinião pública” da necessidade de privatizar o que é público, entregar o patrimônio do povo brasileiro nas mãos dos banqueiros e capitalistas nacionais e internacionais. Essa mesma política foi utilizada em praticamente todas as empresas que foram entregues para os capitalistas, principalmente no governo neoliberal de FHC (PSDB) nos anos 1990, tais como a Vale do Rio Doce, as Teles, Energia, Água e em todos os bancos estaduais.