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rui ii
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A burguesia espera que as organizações populares apanhem caladas, e que sejam solidárias a qualquer ideia de agressão a seus representantes. Bolsonaro é um fascista de mão cheia. Não é de hoje. Desde que entrou na vida pública, suas declarações em atividades políticas, enquanto parlamentar, foram veementes em favor de um Estado repressivo e arbitrário. É contrário ao voto e favorável a uma ditadura que mate 30 mil pessoas. Para ele, o erro da ditadura de 64 foi torturar e não matar. Prometeu acabar com as reservas indígenas e áreas quilombolas, os quais “não servem nem para procriar”. Considera o relacionamento homoafetivo e de brancos com negros como promiscuidade e falta de educação. Defendeu o massacre no Carandiru. Em sua defesa do impeachment, homenageou Brilhante Ustra, torturador de Dilma Rousseff, monstro capaz de colocar os filhos para assistir a tortura dos pais e vice-versa. É gente assim que novamente anseia o poder. São os “profissionais da violência“, como se autodefiniu o general Mourão, vice de Bolsonaro, aproveitando para destilar mais uma ameaça ao Partido dos Trabalhadores. Gente que desfila com a camiseta de Lula decapitado, mas agora vem posar de vítima.

Dia após dia, as organizações populares sofrem atentados contra suas lideranças e militantes. Foram tiros contra a caravana de Lula e mais tiros contra o acampamento em Curitiba. Foram açoites com chicote contra a militância petista. Foram as comemorações sádicas dos direitistas à morte de Marisa Letícia. Foi o assassinato de Marielle Franco. Afora outros tantos nem mesmo são divulgados. Gestos de violência minimizada pela imprensa, esquecidos pelos investigadores e comemorados pelos direitistas, que fazem a facada a Bolsonaro parecer brincadeira de criança.

Por isso, a solidariedade a Bolsonaro prestada por candidatos de esquerda é um péssimo exemplo de como agir frente ao agressor. É um exemplo que finge não ver a estupidez da classe exploradora, ou tenta fazer acreditar que cordialidade e flores os farão desistir da violência. Cheira a falsidade, ilude e desorienta a classe trabalhadora. Foram posturas vacilantes de igual natureza que subestimaram o perigo do Nazismo, da ditadura de 1964 entre tantos outros.

O grande capital, incapaz de sustentar o regime em crise, recorre à repressão do povo insatisfeito. Bolsonaro é cria deste momento histórico. Ele é o cão raivoso que se prontifica na linha de frente do aparato repressivo da burguesia. Com os cães raivosos do fascismo não há discussão, não há ilusões de construir democracia. Estes covardes só conhecem o argumento da violência, portanto, é o único argumento que podemos usar para intimidá-los. A esquerda não deve compactuar com discursos de solidariedade a Bolsonaro, mas denunciar o perigo real que ele representa.

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