Atuar contra o movimento fascista e antipartido que surge nas manifestações
analisepolitica
Atuar contra o movimento fascista e antipartido que surge nas manifestações
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O Partido da Causa Operária (PCO) realiza o tradicional programa Análises Política da Semana, cobrindo os principais fatos políticos do Brasil e a influência e repercussão internacionais dos acontecimentos nacionais. O programa acontece todos os sábados a partir das 11h30 pelo youtube nos canais CausaOperáriaTV e Rádio Causa Operária; também nas páginas do facebook da Causa Operária TV, Diário Causa Operária Online, PCO – Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta e além do twitter/periscope, VK (rede social russa).

Abaixo reproduzimos um dos momentos da Análise Política do dia 11 de maio de 2019, feita pelo companheiro Rui Costa Pimenta, presidente nacional do PCO. No programa ele cita os atos dos estudantes e a nova tendência bolsonarista que surgiu que o abaixe a bandeira. Confira a transcrição do vídeo.

“Um detalhe sobre as mobilizações. O PCO participou aqui da mobilização no Colégio Militar no Rio de Janeiro, uma mobilização relativamente grande. Faz parte dessa tendência à mobilização. No meio da mobilização apareceram os gaiatos, falando que a gente tinha que abaixar a bandeira. Que eu lembro bem disso daí. Foi assim que começou a ascensão dos MBL e tudo mais. Então vamos esclarecer duas coisinhas básicas aqui: primeiramente que, um movimento de massas, para ser um verdadeiro movimento e crescer, tem que ser democrático, ou seja, todo mundo que concorda com a luta que está sendo travada, têm o direito de participar, mas sem nenhum tipo de discriminação.

Esses coxinhas aí sejam eles de esquerda de direita, que querem que as pessoas participem da manifestação, não pode estar com a camiseta do seu partido, a bandeira do seu partido, eles estão, na verdade, sufocando o movimento. Vamos deixar isso aí claro, imediatamente.

Uma segunda coisa que a gente deve indicar também, com muita clareza o seguinte: ninguém tem que aceitar essas arbitrariedades. Nós enfrentamos essa porcariada em 2013. Também não cedemos pra ninguém, pra direita, mas eles faziam isso. Depois nós enfrentamos quando a gente foi participar de alguns atos da Frente Povo sem Medo, do Guilherme Boulos, os partidos não podiam ter participação, não podiam falar e tudo mais, quer dizer logicamente que isso daí é uma transposição para dentro da esquerda, da palavra de ordem dos Bolsonaristas: ‘Meu partido é meu país. Você não pode ir com bandeira de partido. Tem que ir com bandeira verde amarela. Isso não pode ser admitido.

As pessoas que propõem isso daí, vamos ter claro, elas têm que ser tratada como o pessoal da MBL, dentro da esquerda brasileira. Tem que ser enfrentado pela força. Não podemos admitir isso daí. Esses setores direitistas, se é que eles têm consciência que eles são direita, ou não, isto aí é outro problema. Mas essa política têm que ser esmagada dentro do movimento esquerda. Se a gente não botava pra correr, não tirar de todo o movimento de esquerda, esses apartidários.

Todo mundo tem o direito de ser apartidário. Se quiser ir à manifestação e ser apartidário, ninguém vai falar nada pra você. Mas você não pode forçar ninguém a ser apartidário. Não pode proibir uma pessoa de exibir ali, as suas cores partidárias. Isso daí é totalmente autoritário, totalmente coxinha e totalmente bolsonarista. Isso não pode ser admitido, de forma nenhuma.

É capaz, depende muito do volume da manifestação, que apareçam aí, esses bolsonaristas enrustidos, disfarçados, nas manifestações do dia 15, querendo que partido não fale, que abaixe bandeira etc., e tal Isso aí não podemos admitir de forma nenhuma. Não podemos ter menor transigência em relação a esse problema. Nós precisamos desenvolver uma ampla campanha contra essa tendência repressiva, direitistas e fascistas, bolsonarista dentro do movimento que começa a evoluir.”