Cinismo de extrema-direita
Sem qualquer prova concreta, governo golpista de Bolsonaro segue atendendo os interesses do imperialismo dos EUA na tentativa de derrubar o governo da Venezuela
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Secom Sergipe
SECOM Sergipe |

Na última quarta (9), o governo Bolsonaro, através do ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, acusou a Venezuela de ser responsável pelo vazamento de óleo na região do nordeste brasileiro. Sem qualquer prova concreta, o governo golpista brasileiro segue atendendo os interesses do imperialismo dos EUA para o aprofundamento da crise na Venezuela e a derrubada do governo Maduro.

De acordo com o ministro golpista, “muito provavelmente” o óleo veio da Venezuela. Esta tese tem sido defendida pela imprensa capitalista golpista e pelo governo Bolsonaro. No entanto, como o óleo venezuelano teria chegado às praias do Brasil sem afetar a costa dos países que estão entre a Venezuela e o Brasil?

Segundo o professor Miguel Jaimes, autor dos livros “Petrocaribe: a geogerência petroleira” e “O Poder Oculto de PDVSA: abertura petroleira”, consultado pelo jornal Brasil de fato, diz que seria impossível afirmar que os resíduos de óleo tenham origem na Venezuela. Conforme ele explica, se o vazamento viesse da Venezuela, teria atingido locais do próprio país e ilhas do Caribe, antes de chegar ao Brasil.

Para criar um clima acusatório em relação à Venezuela, o governo Bolsonaro não executou o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional, aprovado desde 2013. Esperou um mês para depois procurar um culpado externo: a Venezuela.

O ministro do Petróleo da Venezuela, Manuel Quevedo, rebateu em seu twitter as acusações do governo Bolsonaro:

“Condenamos estas acusações infundadas, cujo objetivo é aprofundar as agressões unilaterais coercitivas contra o povo venezuelano. Ratificamos nosso compromisso de preservar a vida na Mãe Terra, tal como estabelece a Constituição da República Bolivariana da Venezuela e a Lei do Plano da Pátria”

Para criar um clima acusatório em relação à Venezuela, o governo Bolsonaro não executou o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional, aprovado desde 2013.

O ex-ministro do meio ambiente, Carlos Minc também denunciou:

“No dia seguinte, o ministério deveria solicitar as fotos do Inpe, as fotos dos satélites e a marinha tinha que ver as rotas dos navios na região. Não era para ver isso um mês depois, mas sim no dia… Ao invés de colocar esse plano em prática, eles começaram, cinco semanas depois, a colocar todas  as fichas em cima de um inimigo externo. Isso parece ser uma obsessão desse governo. Então, ele esvazia e desacredita os órgão [de fiscalização]. Eles tinham que ter chamado os cientistas e os oceanógrafos para um comitê de crise. O Salles não sabe de nada. No decreto de 2013, eu contei onze pontos que não foram cumpridos.”

Quevedo denuncia que a prática do governo Bolsonaro em atacar a Venezuela corresponde à política dirigida pelos serviços de inteligência dos EUA, que atua para desestabilizar as relações entre os países latino-americanos e impulsiona o boicote de países da América do Sul contra a Venezuela.

Portanto, essa manobra do governo golpista em atacar a Venezuela é mais uma investida do imperialismo norte-americano para enfraquecer as relações da Venezuela com seus países vizinhos, para o aumento das tensões e uma possível invasão da república bolivariana. É mais um ataque à soberania dos povo latino-americano e deve ser denunciada como mais uma tentativa de desestabilização do governo Maduro e de invasão do País.

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