Devastação golpista: emprego vai demorar dez anos para voltar ao nível de antes do golpe contra Dilma

carteira de trabalhador

A Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) através do levantamento do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, apresentou um relatório que afirma que o Brasil só atingirá os mesmos índices positivos de empregabilidade  e renda do ano de 2013, em 2027, isso se tudo ocorrer bem nos próximos anos.

É bom lembrar que o governo Dilma Rousseff do PT, no final de 2013 atingiu um taxa de desemprego menor que 5%.  A operação golpista “Lava Jato” e todas as medidas que os golpistas tomaram após o golpe, como a ” reforma trabalhista”, vem desmontando a indústria nacional e a segurança jurídica dos trabalhadores nas relações com o capital.

No Estado do Rio de Janeiro por exemplo: a Indústria da Construção Civil e tudo que está envolvido com a exploração do Petróleo e da Indústria Naval foi desmontada, para favorecer as grandes empresas internacionais, provocando uma destruição, sem comparação história na produção e no emprego fluminense.

É importante salientar que este índice foi levantando por uma organização patronal (Firjan), ou seja, pelos patrões e não pelos trabalhadores que estão perdendo seus postos de trabalho, portanto, a crise provocada pelo golpe, e suas consequências, com a política de privatização, criminalização dos empresários nacionais para facilitar a concorrência imperialista está sendo observada com preocupação pelos próprios industriais do Brasil.

Em números, a Firjan apresenta que 40% dos municípios do Brasil não conseguiram criar novos postos de emprego, e que foram fechados 3 milhões de postos de trabalho nesse período.

Se não bastasse essa devastação das condições de vida da classe operária, o governo golpistas de Jair Bolsonaro, eleito debaixo de uma das maiores fraudes do país, promete através de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, aumentar os ataques à indústria nacional, privatizando o que resta de patrimônio do povo, e retirando os parcos direitos trabalhistas da classe operária, com o argumento absurdo de que os trabalhadores são custos que não devem ser arcados pelo Estado liberal, capacho dos lucros dos banqueiros estrangeiros.

Somente a luta da população, com mobilizações de massa contra o golpe e pelo Fora Bolsonaro é possível impedir esses ataques às condições de vida da população trabalhadora do Brasil, impulsionando o crescimento do emprego no país.