A crise se aprofunda
Sem solução à vista, os próprios analistas do setor mais importante do capitalismo mundial preveem turbulências econômicas e políticas para os próximos anos.
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Kirchberg - Deutsche Bank Luxembourg (DB)
Deustsche Bank em Luxemburgo | Foto: Robert GLOD

Segundo um estudo publicado pelo Deutsche Bank em 8 de setembro, o mundo está a beira de uma “Idade da Desordem”. Este período seria caracterizado inicialmente por desordem e provavelmente traria algum retrocesso ao processo de globalização.

O estudo teve como tema central o retorno financeiro de ativos de longo prazo e caracteriza o período de 1980 a 2020 como a “segunda era da globalização”, onde o crescimento dos preços de ativos teria sido combinado com rápido crescimento econômico.

O malabarismo argumentativo apresenta a ideia de que 2020 marca o início de um “super ciclo estrutural” com impactos nas economias, nos preços dos ativos, na política e na vida em geral. Um dos aspectos centrais desse “super ciclo estrutural”, seria a crescente tensão entre os EUA e a China.

Segundo os analistas do poderoso banco alemão, a China está no caminho de restaurar seu papel histórico de “caixa de força/energia” da economia global ao mesmo tempo em que opta pelos próprios valores ao invés do liberalismo ocidental. Isso provocaria um choque de interesses e de culturas a nível mundial.

Independentemente das explicações dadas pelos representantes do imperialismo alemão e europeu, o fato desse setor apresentar previsões muito pessimistas em relação à economia mundial é um sinal claro do nível de crise na qual o capitalismo se encontra.

A partir da abertura da nova etapa de crise no sistema capitalista em 2008, se inaugurou um período de instabilidade política, com uma sequência de golpes de estado. Não faltam exemplos, como Honduras, Paraguai, Equador, Brasil, Bolívia, Ucrânia, ente outros, além das repetidas tentativas de golpe na Venezuela e das tentativas atuais no Líbano e na Bielorrússia.

Ao mesmo tempo, o aprofundamento da política neoliberal é uma realidade mundial. E um sinal do tamanho da crise atual é que nem países centrais do capitalismo, como EUA, Inglaterra e França, conseguem resolver suas crises internas.

Esse estudo e sua publicação cumprem um papel de aviso, de preparação da burguesia mundial para a adoção de políticas imperialistas mais agressivas. Além disso, expressa o reconhecimento de que a crise atual não será resolvida nem em pouco tempo e nem de forma pacífica.

A classe operária deve ocupar um papel central no novo período e deverá resistir ao avanço das demissões e das políticas de fome que a burguesia tentará impor à população mundial. O sistema capitalista, em crise há mais de um século, vai deixando cada vez mais claro que não tem nenhuma solução para suas contradições. É preciso superá-lo.

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