Crise do golpe
Quase 400 funcionários serão demitidos. O plano faz parte do projeto de destruição da empresa estatal, que aos poucos vai saindo do ramo de produção de fertilizantes.
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Protesto em frente à fábrica da Petrobrás no Paraná. Foto: FUP |

Após tentativas de venda do ativo por mais de dois anos, a Petrobras, motor econômico do Brasil, fechou uma fábrica de fertilizantes no estado do Paraná. A fábrica era de uma subsidiária da empresa estatal, a Araucária Nitrogenados (ANSA).

A estatal afirmou em comunicado que “a ANSA vem apresentando recorrentes prejuízos desde que foi adquirida em 2013. De janeiro a setembro de 2019, a empresa gerou um prejuízo de cerca de R$ 250 milhões e a projeção para 2020 é de prejuízo superior a R$ 400 milhões. No contexto atual de mercado, a matéria-prima utilizada na fábrica (resíduo asfáltico) está mais cara do que seus produtos finais (amônia e ureia)”.

Porém, apesar do pretexto apresentado pela direção golpista da empresa, primeiro, é preciso saber se isto é verdade mesmo, pois muitas vezes a empresa não dá prejuízo e inventam este pretexto para destruí-la. Segundo, se for verdade, na maioria das vezes, a empresa dá prejuízo pela própria ingerência e sabotagem do comando golpista. Portanto, de qualquer jeito, o fechamento da empresa é culpa da política de destruição da direita.

O ocorrido vai de encontro com a política dos golpistas de retirar a maior estatal do Brasil de qualquer tipo de atividade com o negócio de fertilizantes. Já no início do mandato do fascista Jair Bolsonaro, em 2018, a Petrobras realizou o mesmo procedimento com fábricas de fertilizantes no Sergipe – Fafen-SE – e na Bahia – Fafen-BA.

De qualquer forma, com o fechamento da empresa, o prejuízo para os trabalhadores é enorme, pois cerca de 396 funcionários ficarão sem emprego, somando-se aos milhões de brasileiros que se encontram nesta situação.

Por isso, é preciso endossar a luta contra a privatização e destruição da Petrobras. A empresa é o principal motor econômico e social do país, é preciso defendê-la.

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