Destruição do INSS: o gigantesco assalto dos capitalistas

Greve no INSS

A política do presidente ilegítimo Bolsonaro e seu posto Ipiranga contra a aposentadoria dos trabalhadores equivale à completa destruição do INSS. O governo planejou tudo para obter uma economia de perto de um trilhão de reais em um período de dez anos, tirando de dentro do bolso dos trabalhadores, em vez de cobrar dos capitalistas que devem rios de dinheiro à Previdência.

Para sermos exatos, dentro da economia que se pretende de R$ 914,3 bilhões, o fim do modelo de aposentadoria por tempo de contribuição representará um corte de R$ 384,8 bilhões em dez anos. Será a principal parte do assalto.

A aposentadoria por tempo de contribuição, deixará de existir. Hoje, mesmo sem cumprir idade mínima, homens podem se aposentar com 35 anos de contribuição e mulheres, com 30.

Esse contingente abriga categorias com salários maiores. Segundo a Secretaria de Previdência, quem solicitou ao INSS aposentadoria por tempo de contribuição em 2018 tinha 54,6 anos e ganhou R$ 1.984,75, em média.

Já os segurados que solicitaram o benefício por idade tinham 61 anos e receberam R$ 969,08. Hoje, a aposentadoria por idade exige 65 anos para homens, 60 anos para mulheres e tempo mínimo de 15 anos de contribuição.

Outros R$ 159,8 bilhões de economia virão das novas regras para servidores da União. Além disso, haverá economia de R$ 76,4 bilhões com abono salarial e de R$ 23,4 bilhões com o BPC. No caso do benefício para idosos carentes, o governo planeja obter economia como resultado da redução de processos judiciais para concessão do benefício.

O alvo é o pobre. Quem precisa dessa aposentadoria é o brasileiro que está sendo massacrado por essa política de extrema crueldade. O povo precisa ser mobilizado para defender nas ruas os seus direitos sociais, conquistados há décadas, que estão sendo usurpados.