Despejos em SP e na BA são a política da direita para o campo: contra isso, é preciso responder à altura

despejo

Ocorreram nessa semana dois despejos de famílias sem terras de seus acampamentos. Um deles foi na Bahia, na cidade de Itaberaba na região da Chapada Diamantina. O despejo,  que ocorreu na tarde nesta segunda-feira (22/04), colocou na rua de forma truculenta cerca de 100 famílias que faziam parte do acampamento “Olga Benário”. Este na verdade é o sexto despejo contra as famílias que ocupam a área de um latifúndio improdutivo pertencente a empresa Estâncias Balleiro, denunciada também por desmatamento e caça ilegal.

O outro despejo foi realizado pelo governo João Dória em São Paulo, no distrito de Martinho Prado Jr, em Mogi-Guaçu, também na segunda-feira (22/4). As 400 famílias que ocupavam há nove meses uma fazenda do Estado abandonada tiveram suas lavouras e moradias destruídas de forma extremamente violenta. A fazenda, antiga área experimental e que servia antes da ocupação pelas famílias de depósito de carros roubados, está em hoje em negociação pelo governo paulista para venda para o agronegócio e por isso o interesse do governo, ao invés de fazer reforma agrária, favorecer os empresários da região.

Esses dois despejos foram violentos e sem nenhum apoio para as famílias sem-terra. Esse é o modelo que governo Bolsonaro e a extrema direita está impondo aos movimentos e famílias que lutam pela terra. Essa violência também é fruto do recuo dos movimentos de luta pela terra e da esquerda em geral diante da política fascista de Bolsonaro e da violência imposta.

Para barrar essa ofensiva é preciso organizar uma resposta com muita luta, nas ruas, através de uma retomada de ocupações de terra e fechamento de rodovias. Só assim é possível derrotar Bolsonaro e os latifundiários.