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Trabalhadores sob ataque
Desmonte da indústria: GM demite quase 200 engenheiros
Contrariando promessas feitas por sua direção em março deste ano, a General Motors segue firme no desmonte de suas indústrias no Brasil.
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Trabalhadores sob ataque
Desmonte da indústria: GM demite quase 200 engenheiros
Contrariando promessas feitas por sua direção em março deste ano, a General Motors segue firme no desmonte de suas indústrias no Brasil.
Foto: GM/Divulgação
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Foto: GM/Divulgação

Contrariando promessas feitas por sua direção em março deste ano, a General Motors segue firme no desmonte de suas indústrias no Brasil.

Conforme informa o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, em São Paulo, a GM dispensou ao menos 185 engenheiros, sendo 125 na fábrica de São Caetano e 60 na unidade do campo de provas, em Indaiatuba.

Enquanto os demitidos de São Caetano saíram através do PDV de 28 a 30 de agosto, os de Indaiatuba foram pegos de surpresa:

“Nós simplesmente chegamos para trabalhar na quarta-feira passada e o gestor começou a comunicar os colegas de seus desligamentos”, afirma um trabalhador demitido, que não quis se identificar.

As demissões da GM naturalmente são a indicação clara do que as montadoras e demais empresas imperialistas projetam para o Brasil: desmonte, puro e simples, de nossa indústria.

A GM mentiu ao anunciar novos investimentos, em novos produtos e modernização de fábricas. E esta mentira teve como motivo ganhar um bom dinheiro do Estado de São Paulo, através do desconto de 25% de ICMS. Tudo ratificado pelo governo fascista de João Dória, através de um excelente programa para gerar ainda mais lucros para as imensas empresas imperialistas, o IncentivAuto.

Tudo mentira. Tudo golpe.

Conforme a propaganda golpista, era um “incentivo” para que a montadora aceitasse preservar empregos de 13 mil trabalhadores, com a promessa de também abrir mais 400 vagas diretas e 800 indiretas.

A realidade, entrentanto, foi muito diferente. Após ganhar os benefícios de Dória, verdadeiro cúmplice neste crime de sonegação fiscal milionária, a GM passou a fazer justamente o contrário: demitir. E demitir pessoal especializado, dando uma clara indicação de que não só não haverá novos investimentos, mas que a empresa na realidade vai seguir em frente em seus planos de cortar mais e mais.

Como é natural, se a empresa dispensa engenheiros, é porque não há perspectiva de novos produtos ou de aprimoramento da produção, demonstrando que a intenção da empresa restringe-se a cortes e mais cortes.

Ninguém mais acredita na burguesia golpista

Os trabalhadores brasileiros estão sendo atacados desde o início do golpe, e de forma brutal. Perdemos direitos históricos, conquistados à base de grandes lutas operárias.

Para tentar facilitar as operações golpistas, a burguesia não perde tempo em alardear todo tipo de mentiras, como a campanha absurda de que a reforma trabalhista traria mais empregos ao nosso povo.

A realidade é bem outra: a burguesia imperialista faz de tudo para “exportar”, para os países atrasados, os efeitos da crise econômica mundial cuja gravidade hoje se revela como um risco iminente de o próprio sistema capitalista desabar, de um momento para outro.

Os golpes da burguesia imperialista na população trabalhadora do Brasil e de diversos outros países, não têm nem a mais remota intenção de promover qualquer melhoria na situação do povo.

A intenção única é manter – ou talvez, aumentar ainda mais – as absurdas e criminosas taxas de lucros das grandes empresas imperialista, reduzindo a todos ao grau mais próximo da escravidão que seja possível, para assim estas empresas tentarem sobreviver por mais tempo, adiando a quebra, que já sabem ser inevitável.

As demissões da GM demonstram que o projeto golpista segue esta estratégia e jamais promoverá qualquer avanço para o povo. Ao contrário, somente teremos mentiras e ataques cada vez mais severos à população.

Por isso, ao povo somente interessa acabar com o golpe, derrubar Bolsonaro e colocar Lula em liberdade.

Precisamos imediatamente de novas eleições, com Lula candidato, e em condições de chamar uma nova Assembleia Constituinte, popular e soberana, assim que assumir o poder, a fim de acabar com todos os retrocessos impostos pelo golpe do imperialismo no Brasil, e levar nosso povo a avançar, em direitos, empregos e reais melhorias de sua qualidade de vida.