Desigualdade salarial entre homens e mulheres: Há muita luta pela frente por direitos iguais!

Em qualquer sistema capitalista, é uma característica comum na economia, o problema da desigualdade salarial entre homens e mulheres.

Um pouco se avançou nos últimos anos quanto à luta das mulheres, mas após o Golpe o retrocesso já foi imenso e os ataques às mulheres só tendem a se aprofundar.

Quanto a questão da desigualdade salarial no Brasil, embora a igualdade salarial seja um direito garantido com aprovação da CLT desde 1943, em seu Art. 461; a lei não é fiscalizada e as mulheres ainda sofrem discriminação no mercado de trabalho, sendo comprovado por dados do IBGE e de outros institutos e órgãos, como um dos fatores dessa discriminação que desobedece a lei, a questão de que mulheres continuam a receber salários menores que os homens quando estão na mesma área e ocupam os mesmos cargos que os profissionais do sexo masculino.

Este problema foi recentemente levantado por mulheres líderes de diversos países, em um encontro da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) em que as políticas de igualdade de gênero tiveram sua importância ressaltada.

Mas o caminho para a concretização dessa igualdade é muito árduo. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT),  “a diferença entre homens e mulheres no mercado de trabalho é consequência não só da desigualdade na educação, mas também da desvalorização do trabalho da mulher, da discriminação e da necessidade de muitas mulheres de interromper a carreira profissional por conta de outras responsabilidades, como cuidar dos filhos enquanto o homem continua trabalhando”.

De acordo com o relatório de 2016 do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ainda levará muitos anos para chegar a uma situação igualitária entre homens e mulheres e ficou entre os últimos colocados em ranking mundial que analisou a desigualdade de salários em 142 países.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a diferença média entre os salários de homens e mulheres no país, para quem trabalha 40 horas por semana, é de 20,32%. Os últimos dados mostram que as brasileiras ganham, em média, 76% da renda dos homens. E um estudo mundial alerta  que essa igualdade tão desejada por nós vai demorar a chegar, só em 2095.

Uma recente pesquisa conduzida pelo portal Catho, apontou que as mulheres continuam ganhando menos que os homens, mesmo ocupando os mesmos cargos, e ainda desenvolvem a carreira de forma mais lenta, se comparada com o gênero masculino.

André Gal Mountian, professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) diz que “as mulheres têm conquistado seu espaço no mercado de trabalho brasileiro de forma lenta, sendo que a desigualdade ainda é uma característica marcante. As diferenças de rendimento no mercado de trabalho vêm caindo, mas as desigualdades persistem. Além do salário inferior ao dos homens, a taxa de desemprego é maior entre as mulheres e o salário de admissão é menor”.

Levando-se em conta que a desigualdade de gênero está atrelada a fatores históricos e sociais presente por diversas gerações, o caminho para desconstruir o machismo, é ainda longo em nossa sociedade, e essa luta pela igualdade precisa sair só do campo das idéias e discussões para a ação.

Atualmente tramita na Comissão de Desenvolvimento Econômico Indústria e Comércio, da Câmara Dos Deputados o Projeto de Lei 371, DE 2011 que prevê punição e mecanismos de fiscalização contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres.

O Partido da Causa Operária possui um movimento organizado aberto a todos, denominado Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, conheça nosso movimento, participe das nossas discussões, assista o programa ao vivo todos os domingos pelo You Tube e pelo Facebook no canal da Causa Operária Tv.

“O coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo do Partido da Causa Operária tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da luta das mulheres com debates, atos, reuniões e a publicação de uma revista mensal, a revista Mulheres, dedicada a discutir os problemas femininos.” (https://www.causaoperaria.org.br/blog/2017/03/14/coletivo-rosa-luxemburgo-a-questao-da-mulher-por-uma-perspectiva-revolucionaria/#.Wpxrl2rwbtR)

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