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Crise no capitalismo
Desigualdade dispara depois do golpe
Ao passo que o bolso dos capitalistas aperta, eles apertam a corda no pescoço daqueles que produzem a riqueza, culminando numa superexploração para sustentar o bolso da burguesia
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Crise no capitalismo
Desigualdade dispara depois do golpe
Ao passo que o bolso dos capitalistas aperta, eles apertam a corda no pescoço daqueles que produzem a riqueza, culminando numa superexploração para sustentar o bolso da burguesia
As favelas ao lado dos bairros nobres são típicos símbolos da desigualdade. Foto: Reprodução
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As favelas ao lado dos bairros nobres são típicos símbolos da desigualdade. Foto: Reprodução

Logo após o golpe de 2016, que tirou da presidência Dilma Rousseff, mulher eleita democraticamente e vítima dos planos asquerosos da direita, os pobres ficaram mais pobres e os ricos ficaram mais ricos, acentuando cada vez mais a desigualdade social e mostrando que a política neoliberal é uma política de exploração desmedida. Assim revela Rogério Jerônimo Barbosa, cientista social e pesquisador no Centro de Estudos da Metrópole da USP.

Em sua pesquisa, Barbosa mostra que em 2014 a concentração de renda dos 10% mais ricos era de 49%, hoje esse valor cresceu para 52%. A parcela pobre da população, que concentrava 5,7% da renda, hoje detém apenas 3,5%. Esses números mostram a discrepância absurda de distribuição de renda no País, onde os mais pobres são superexplorados para encher o bolso dos mais ricos e favorecer os interesses do capital estrangeiro. Uma outra pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/IBRE) ainda mostra que, a partir de 2015, os mais pobres tiveram uma queda de mais de 20% na renda acumulada.

Barbosa concorda que muito dessa acentuação se deve ao fato de que muitas vagas formais de emprego foram sendo substituídas por contratos sem nenhum vínculo empregatício ou destruídas. Conforme os trabalhadores vão perdendo seus empregos formais, com benefícios e tudo mais, consequentemente acabam se dirigindo à informalidade, com empregos de contrato temporário, remuneração baixa, sem benefícios, com condições inadequadas etc.

Ainda assim, burguesia sabe que mesmo com todos esse flagelo trabalhista, dificilmente ficarão sem mão-de-obra barata, afinal, a classe trabalhadora tem suas necessidades urgentes, famílias e filhos para sustentar, e por mais que um ou outro se negue a aceitar essas vagas de emprego que mais parecem ciladas, sempre haverá alguém passando mais necessidade e que aceitará.

Outro fator que tem contribuído muito com essa intensificação da exploração é a crise capitalista mundial. A sociedade produz muito mais do que consegue consumir, consequência dos baixos salários e desemprego, o meio ambiente tende cada vez menos aguentar as interferências humanas e poluição em níveis catastróficos, tudo isso culmina em medidas desesperadas por parte dos capitalistas, fazendo com que a classe trabalhadora viva, praticamente, em regime de escravidão.

O golpe de 2016 desestabilizou completamente o País, a população perdeu qualquer tipo de garantia em saúde, educação, direitos trabalhistas, emprego, cultura, lazer. Ao passo que a crise aperta para os capitalistas, a solução é apertar a corda no pescoço de quem produz a riqueza. Sendo assim, pode-se dizer que esse era um dos objetivos do golpe da direita, descontar nas costas dos trabalhadores o peso da crise capitalista mundial, esfolar os trabalhadores para salvar os lucros de capitalistas parasitários.

O que significa que enquanto os golpistas estiverem no poder, os capitalistas irão massacrar a classe trabalhadora, por isso, é imprescindível e urgente intensificar a luta nas ruas pelo Fora Bolsonaro, afinal, já ficou claro que ele é um agente do imperialismo no Brasil e está pronto para abrir as portas do País para os EUA levarem tudo, e pela liberdade de Lula, principal ator social que poderia mitigar a situação dos trabalhadores no Brasil e gerar algum crescimento econômico.