Juventude
Deve ficar claro que o governo Bolsonaro, alinhado aos interesses da burguesia e do imperialismo, serve para esmagar a classe operária e, principalmente, a juventude.
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Bolsonaro
Principal inimigo do povo, Bolsonaro precisa ser derrubado pela mobilização popular. | Adriano Machado/ REUTERS

Na última sexta-feira (31), a infâme representante da imprensa burguesa no Brasil, a Folha de S. Paulo, publicou um artigo analisando o aumento da taxa de desemprego entre a população jovem, compreendida entre a faixa de 18 a 24 anos. Segundo o veículo, esta taxa chegou a surpreendentes 29,7%, número histórico para o indicador. Como era de se esperar, a democrática Folha coloca a culpa em ninguém mais ninguém menos que a própria juventude, iniciando a publicação com o seguinte parágrafo:

A pouca experiência laboral faz com que jovens enfrentem piores condições no mercado de trabalho do que seus pares mais velhos. Essa tendência histórica e universal ganhou contornos dramáticos no Brasil dos últimos anos.

O que a Folha esqueceu de retratar são os inúmeros ataques que a burguesia e, mais recentemente o governo golpista de Bolsonaro, têm feito contra a juventude por meio de um pacote de medidas neoliberais voltadas para acabar com qualquer direito trabalhista dos jovens. Exemplo disso é a própria carteira verde e amarela, que legaliza, de forma clara, a exploração dos trabalhadores jovens por parte das grandes empresas. Logo, como se estabilizar dentro do mercado de trabalho quando não existe quase nenhum auxílio para tal por parte do poder estatal?

O fato é que, de forma generalizada, quando a juventude ingressa no mercado de trabalho, não encontra absolutamente nenhuma estabilidade. O estado capitalista aproveita da situação para impor um trabalho semelhante à escravidão para a população jovem. Ou seja, oferecem salários baixíssimos, horários desumanos, nenhum auxílio como vale alimentação, vale transporte, entre outros; e nenhuma garantia de permanência na posição, tudo sobre o pretexto de “falta de experiência”. Finalmente, vêem a juventude como uma força de trabalho dispensável, cometendo inúmeras barbaridades em nome da retroalimentação do capital.

Uma perspectiva digna de nota é a motivação por trás do ingresso da juventude ao mercado de trabalho. Em um primeiro momento, é evidente que a precarização do trabalho jovem visa a maximização do lucro por parte da burguesia. Entretanto, a campanha que incentiva os jovens a iniciarem suas vidas trabalhistas se dá por um motivo que está diretamente relacionada ao movimento estudantil. A história já nos mostrou – inúmeras vezes, diga-se de passagem – que a juventude é sem dúvida alguma o setor mais combativo dentro da luta social exatamente pelo desatrelamento amenizado deste setor à vida capitalista, que coloca diversas amarras sobre o trabalhador. Nesse sentido, existe uma campanha constante por parte do capitalismo de envolver a juventude no mercado de trabalho e, consequentemente, reprimir o movimento estudantil.

Finalmente, deve ficar claro que o governo Bolsonaro, alinhado aos interesses da burguesia e do imperialismo, serve para esmagar a classe operária e, principalmente, a juventude. É por isso que a taxa de desemprego da população entre 18 e 24 anos aumentou, não por uma simples questão de falta de experiência, como coloca a Folha. No final, o governo golpista de Bolsonaro é inimigo número um da juventude, retirando seus direitos trabalhistas e levando a frente, por outro lado, uma campanha incansável pelo sucateamento generalizado da educação pública para, posteriormente, privatizá la. Por isso, é imprescindível que a juventude se mobilize contra todos esses ataques, colocando, como palavra de ordem principal, o Fora Bolsonaro. Caso contrário, teremos nossos direitos cada vez mais esmagados por Bolsonaro e a corja de golpistas que o acompanha em sua batalha contra os trabalhadores.

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