Formar Conselhos Populares
Os trabalhadores que ganham até um salário minimo estão ficando desempregados, pois a crise capitalista pegam esse setor já tão massacrado e oprimido.
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Foto: Reprodução |

Com a crise econômica aprofundada pela pandemia do coronavírus, os setores mais explorados da sociedade capitalista são os que sentem mais brutalmente os efeitos da pandemia global. Diferente do que prega a imprensa cartelizada, não há uma “unificação de todo o país contra o COVID19”, mas sim um acirramento da luta de classes. O aumento do desemprego é sentido em toda a classe trabalhadora, e tem um efeito cruel em um setor já bastante explorado: os que ganham um salário minimo.

De acordo com a pesquisa feita pela consultoria alemã Roland Bergero, o desemprego já bateu na porta de quase um terço das famílias que ganham até um salário mínimo. Os 30% dos entrevistados – nessa faixa de renda – dizem já ter, pelo menos, uma pessoa sem emprego em casa por causa do coronavírus.

Os mais explorados que são os trabalhadores que ganham até um salário mínimo são os mais necessitados, porém vivem nas piores condições, o desemprego, a miséria e a doença.

É preciso mobilizar os setores populares a combater o governo Bolsonaro. Uma coisa que já ficou óbvia é que não é possível confiar nos governos para combater a grave crise econômica que assola o país. Em vez de destinar os recursos do Estado para os setores que já sentem na pele os efeitos da crise, a política criminosa do governo é salvar os bancos e grandes capitalistas para garantir a manutenção dos lucros e dividendos.

Mais do que nunca, é preciso convocar os organismos de luta dos trabalhadores, e não suspender as assembleias e reuniões, como quer a direita (que só defende o seu direito de manifestação). Dessa forma, não há saída para os trabalhadores na política de conciliação com os golpistas. Neste cenário alguns setores da esquerda prestam um grande desserviço quando afirmam que as medidas tomadas pelo governo golpista são uma vitória.

A política correta é mobilizar os setores populares em conselhos de saúde, para que haja uma paralisação de todos os setores econômicos até que sejam implementadas medidas eficazes de segurança, pela derrubada do governo Bolsonaro e o fim da espoliação dos recursos do povo pelos grandes capitalistas.

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