Desconhecido dos venezuelanos: Juan Guaidó é uma marionete fabricada nos EUA

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Juan Guaidó, o farsante que se autoproclamou presidente da Venezuela, vem mostrando ser um agente do imperialismo norte-americano para promover um Golpe de Estado na Venezuela. Guaidó, que até pouco tempo atrás era um total desconhecido em seu próprio país, se autoproclamou presidente após receber a Casa Branca e agora coordena as ações violentas da oposição golpista a partir da Colômbia e dia após dia conclama os exércitos dos países vizinhos a entrarem na Venezuela a massacrarem nossos vizinhos. Na verdade quem decidiu que Gauidó seria o presidente da Venezuela foi o próprio imperialismo através do Departamento de Estado norte-americano: foi uma ligação do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que fez dele o líder dos golpistas.

A verdade é Gauidó não apenas não é o presidente da Venezuela, visto que o povo elegeu Nicolás Maduro Moros de forma democrática, como é também um inimigo de todo o povo venezuelano e age apenas em nome dos interesses dos capitalistas estrangeiros e das grandes empresas petroleiras que querem saquear o petróleo do país. Mais do que isso, o imperialismo norte-americano vem tentando há muito tempo derrubar o chavismo e seus representantes na Venezuela e para isso treinou através de suas agências dezenas de farsantes como Gauidó e outros traidores da pátria.

Muito antes de aparecer como uma liderança para a extrema direita venezuelana Guaidójá frequentava os salões de Washington de onde se articulava com os setores mais virulentos do imperialismo estadunidense para se colocar como rival de Maduro. Tudo o que ele precisaria fazer seria repassar as instruções da Casa Branca para a oposição e articular com a burguesia local a sabotagem ao regime para tentar criar uma situação de crise interna no país, como vem fazendo nos últimos anos. Como disse o jornalista venezuelano Diego Sequera “Guaidó é mais popular fora da Venezuela do que dentro, especialmente nos círculos de elite da Ivy League e Washington”, quer dizer, apesar de desconhecido na Venezuela Gauidó é intimo amigo do serviço de inteligência americano.

A intenção dos norte-americanos de derrubar o regime nacionalista burguês de Maduro já vem de décadas e agora a ameaça de uma guerra aberta impulsiona as tensões em todo o continente. Nesse sentido a guerra é justamente o que a oposição de extrema direita propõe através da suposta “ajuda humanitária” e da “intervenção” que Guaidó convoca todos os dias nas reuniões com representantes americanos e em entrevistas para os jornais imperialistas. Estas declarações levaram a oposição venezuelana à total desmoralização e é justamente por isso que o povo apoia o chavismo e está disposto a enfrentar qualquer forma de intervenção. Ao contrário do que a imprensa busca mostrar a oposição direitista e golpista é o setor político mais impopular da Venezuela, ao passo que Maduro conta com o apoio da massas que todos os dias saem às ruas em defesa do presidente eleito.

As tentativas de derrubar o regime venezuelano e colocar no lugar dos chavistas as marionetes dos norte-americanos vêm de longe, e contam com tentativas de Golpe de Estado, tentativas de assassinato de Chávez e de Maduro, entre outras várias manobras arquitetadas diretamente pela Casa Branca. Representantes da Venezuela afirmam que, desde o falecimento de Chávez (que morreu de câncer em 2013) e de sua substituição por Maduro, o serviço secreto norte-americano já organizou pelo menos três tentativas de retirar Maduro à força do poder. A operação Constituição visava capturar Maduro dentro do Palácio de Miraflores e colocar em seu lugar um lacaio da oposição. Já a operação Armageddon tinha planos de assassinar Maduro durante uma passeata militar em 2017, e teve uma reedição em 2018 quando as agências norte-americanas se juntaram com a oposição e tentaram matar Maduro com bombas presas a um drone.

Além do próprio Gauidó vários outros elementos golpistas da Venezuela passaram por treinamento intenso em outros países, sendo orientados por agências de inteligência que tem como propósito organizar a derrubada de governos não-alinhados com os interesses do imperialismo. A maior parte desses elementos era oriunda do movimento estudantil venezuelano, que atualmente é dominado pela extrema-direita, e iniciaram seu treinamento ainda em 2005 quando foram enviados para treino em países da Europa Oriental.

Gauidó, em sua longa trajetória como capacho dos norte-americanos, mudou-se para a cidade de Washington ainda em 2007 e frequentou o Programa de Governança e Gestão Política na Universidade George Washington, onde passou a ser orientado por um antigo executivo do FMI que também havia sido funcionário das forças políticas que dominavam a Venezuela antes do chavismo. No mesmo ano Gauidó foi indicado pelo imperialismo para organizar manifestações contra o governo venezuelano por conta da não renovação de uma concessão de rádio para uma emissora que tentou derrubar o presidente Chávez em 2002 e que novamente buscava organizar uma ação contra o presidente eleito.

Essas agitações golpistas, que colocaram na rua elementos extremamente violentos da direita e foram responsáveis por centenas de agressões à militantes chavistas, deram origem a um grupo especializado em atos contra o governo denominada “geração de 2007”. A própria CIA impulsionou o grupo e um dos braços direitos de Gauidó, Yon Goicoechea, que se tornou um dos maiores agitadores e foi recompensado com o Prêmio Milton Friedman do Cato Institute for Advancing Liberty, juntamente com um prêmio de 500 mil dólares.

Financiados pelo imperialismo e por uma parcela da oligarquia local, a Geração de 2007 (da qual Guaidó fazia parte) passou ser o principal braço da atuação do imperialismo na Venezuela e passou a se tornar cada vez mais próximos de setores golpistas inclusive nos países vizinhos. Em documentos secretos revelados pelo Wikileaks o grupo e suas lideranças aparecem como foco prioritário da inteligência americana para desestabilizar o governo de Hugo Chávez.

Aprofundando as agitações golpistas o grupo de Gauidó fundou o partido Vontade Popular, com a intenção de canalizar o descontentamento com o governo Chávez estimulado pela Geração de 2007 e que tinha como um de seus líderes outro renomado golpista, Leopoldo López. López também foi treinado pela agências norte-americanas, tendo estudado em Princeton, e foi um dos principais símbolos das violentas manifestações da extrema-direita que foram responsáveis por atear fogo em dezenas de militantes chavistas.

Estes grupos vêm buscando levar a Venezuela à uma crise interna e exploram qualquer problema de natureza política e econômica com a intenção de radicalizar os protestos da oposição e direcioná-los contra Maduro. Esta ação vem sendo possível devido ao intenso financiamento de agências americanas à estes grupos que, de acordo com um relatório do Instituto FRIDE, receberam entre 40 e 50 milhões de dólares por ano de organizações governamentais dos EUA, como a USAID e o National Endowment for Democracy (as mesmas que agora se propõem a levar “ajuda humanitária” para os venezuelanos).

Em mais de uma ocasião o governo venezuelano conseguiu interceptar as ações desses grupos que realizaram várias reuniões secretas com organizações de inteligência ao longo dos últimos anos, tendo sempre como temática a desestabilização do governo e a subida de uma liderança de direita através da deposição do representante legítimo. Vários desses planos incluíam inclusive o assassinato de militantes e do próprio presidente, atos que seriam financiados por organizações norte-americanas e encobertas pelo monopólio da imprensa.

Outro agente declarado da oposição, Maria Corina Machado, chegou até mesmo a visitar o presidente norte-americano em 2005 e mantinha intimas ligações com o embaixador norte-americano. De acordo com e-mails interceptados Machado afirmou declaradamente que pretendia entregar o país para os estrangeiros após derrubarem o chavismo: “Eu já me decidi e esta luta continuará até que este regime seja derrubado e nós entregamos aos nossos amigos no mundo. Se fui a San Cristobal e me expus à presença da OEA, não temo nada. Kevin Whitaker já reconfirmou seu apoio e apontou os novos passos. Temos um talão de cheques mais forte que o do regime para quebrar o anel de segurança internacional ”.

A partir de 2014 Gauidó começou a se envolver cada vez mais profundamente com as ações violentas e foi um dos responsáveis pela articulação das chamadas “guarimbas”, onde grupos de extrema direita foram responsáveis por estabelecer o fechamento de diversos bairros e atacar militantes que apoiavam Maduro. As agitações da oposição foram responsáveis por assassinar diretamente 126 pessoas, muitas das quais foram queimadas vivas pela direita. Uma das táticas mais brutais usadas pela oposição era a de esticar fios de metal nas avenidas, o que levou a morte de inúmeros motociclistas, alguns deles decapitados.

A violência da oposição foi sempre ocultada pela imprensa burguesa internacional que busca caracterizar Maduro como ditador e a oposição como democrática. No entanto, quando olhamos a história e trajetória política de todos os líderes da oposição podemos observar claramente que não há nada de democrático, todos eles são bichinhos de estimação amestrados pelos serviços de inteligência norte-americanos. esses lacaios do imperialismo e dos capitalistas internacionais querem derrotar o governo Maduro e estabelecer em seu lugar um governo servil aos interesses de seus patrões em Washington, mesmo que para isso tenham que defender o assassinato dos cidadãos venezuelanos pelas forças armadas de outras nações.

Guaidó, assim como o conjunto da oposição venezuelana, são inimigos mortais de todo o povo venezuelano e devem ser tratados como tal. Não é possível permitir que nenhum desses capachos do imperialismo continue tramando e conspirando contra os interesses do povo, é necessário derrotar a direita e expulsar o imperialismo e seus representantes da Venezuela e de toda a América-Latina.