Desalento: termo para o desemprego recorde do governo de Temer e do golpe

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Desalento. Esse é o nome dado ao que ocorre com pessoas que, após muito insistirem em busca de emprego e colocação no mercado de trabalho formal, desistem e acabam sendo empurradas para a marginalidade, para os empregos informais e de baixa qualidade e remuneração – chamados “bicos” – e até mesmo para o suicídio.

Após o inicio do processo de boicote ao governo da presidenta Dilma Rousseff, admitido há pouco por um dos líderes tucanos, Tasso Jereissati, em uma entrevista ao jornal não menos tucano, Estadão, o nível de desemprego sofreu uma disparada significativa, tendo a taxa de desocupação variando de 4,8% em 2014 para 12,9% em 2018, segundo o IBGE.

Isso significa que o número de pessoas procurando emprego aumentou de pouco mais de 1 milhão de pessoas em 2014 para quase 13 milhões em 2018.

Esses números deixam clara uma das intenções do golpe de estado imposto à população pela direita brasileira, movida pelos interesses dos capitalistas internacionais e apoiados pela mídia burguesa (PIG – Partido da Imprensa Golpista). Tais intenções são a total destruição das indústrias internas e das empresas estatais e provocam esse crescimento nos índices de desemprego e levam à piora nas condição de trabalho criando justamente o tal desalento.

O que instituições de pesquisa, como o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) vêm mostrando  é que as medidas tomadas pelo governo Temer, com o apoio de toda a corja de políticos direitistas, equivalem a um ataque frontal aos direitos da classe trabalhadora com a intenção aberta e clara de criar mecanismos legais para o aprofundamento da exploração do trabalhador brasileiro.

As consequências diretas dessas medidas antipovo são, entre outras, uma imensa redução no poder de compra por parte dos trabalhadores que conseguiram manter seus empregos, uma enorme redução na renda média da população, a diminuição da qualidade das relações de trabalho que expõem o trabalhador a condições muito ruins na hora de “negociar” o salário com os patrões, o desalento e até mesmo o suicídio, segundo o ministério da saúde.

Esses efeitos do golpe atingem a toda a população, mas são as mulheres, os com menor grau de instrução e os mais jovens os que mais sofrem os efeitos devastadores das políticas neo liberais impostas pelo governo golpista.

Segundo o PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), das pessoas em situação de desalento, 54,3% são mulheres, 50% não concluíram o ensino fundamental e quase 70% são jovens.

Para reverter essa situação, precisamos organizar a classe trabalhadora em todos os locais, sindicatos, organizações comunitárias, nos bairros, em seus trabalhos para através de uma grande mobilização popular para impor à burguesia um governo democrático e voltado para os interesses da classe proletária.