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Dia 18, voltar às ruas por Fora Bolsonaro e todos os golpistas

Sem ilusões institucionais

Derrubar Bolsonaro nas ruas e convocar eleições gerais já!

Nada de impeachment controlado pela direita; o povo quer derrubar Bolsonaro nas ruas para que haja uma saída popular

Derrubar Bolsonaro nas ruas e todo o regime golpista – Foto: DCO

O povo está nas ruas para derrubar Bolsonaro. Hoje (03), ocorre o terceiro grande ato pelo Fora Bolsonaro, auxílio emergencial para todos, vacinação em massa e emprego. O povo quer a cabeça de Bolsonaro e também de todos os golpistas, de toda a direita. O povo quer derrubar o regime na marra.

Os capitalistas conseguiram conter a manifestação da revolta popular por um ano e meio desde o início da pandemia de coronavírus. Muito dinheiro foi gasto na propaganda do famigerado “fique em casa” e no aumento da repressão a “aglomerações”. Ao mesmo tempo, essa demagogia ficou desnudada quando, diariamente, dezenas de milhões de trabalhadores eram obrigados a pegar transporte público lotado para ir para o serviço, pois os patrões estavam pouco se lixando se seus empregados contrairiam ou não a Covid. O que importa para os capitalistas é o lucro, não a vida dos cidadãos.

Infelizmente, essa política reacionária contou com o apoio direto da esquerda. Ao mesmo tempo em que aplaudia os “científicos” da direita golpista por seu suposto combate à pandemia, as direções da esquerda ficaram totalmente paralisadas diante das reivindicações de suas bases. Os sindicatos fecharam as portas na cara das categorias de trabalhadores e os partidos tiraram a militância das ruas. Boulos foi além: fez acordos espúrios com Doria e a PM para entregar as ruas de São Paulo à direita bolsonarista.

Contudo, o povo não aguentou um ano e meio de catástrofe social com 500 mil mortes, 15 milhões de desempregados, 120 milhões de famintos e todas as mazelas que assolam o País. Se manifestou no 31 de Março nas ruas e no 1° de Maio na Praça da Sé. E, finalmente, iniciou uma explosão popular em 29 de maio, indo com mais força ainda às ruas no dia 19 de junho. Ninguém conseguiu segurar as massas enfurecidas.

A burguesia foi pega de surpresa. Acompanhou com preocupação o desenvolvimento das ações de rua. Precisaria fazer alguma coisa, pois a situação estava saindo de controle. Então iniciou uma grande campanha de infiltração e destruição dos atos.

Fazendo uso da famigerada frente ampla, impôs aos partidos da esquerda pequeno-burguesa frente-amplista a política do verde e amarelo. A imprensa começou a falar que os atos não poderiam ser só da esquerda nem apenas vermelhos: deveriam ser “de todos” e ter as bandeiras do Brasil. Roberto Freire, ex-ministro de Temer, disse que o impeachment é a bandeira que une a esquerda e a direita e que os atos de rua deveriam ter todas as ideologias representadas.

A fajuta CPI da Covid ganhou repercussão ainda maior para que a esquerda fosse fisgada e colocasse os atos a reboque do Congresso Nacional com a “luta contra a corrupção”. Finalmente, os clamores por impeachment de Bolsonaro tomaram conta da esquerda pequeno-burguesa, implantados cirurgicamente pela direita. A esquerda tentou articular a frente ampla no “superpedido” de impeachment. Chegou até mesmo a antecipar os atos de rua, marcados para 24 de julho, a fim de realizá-los no embalo desse superpedido.

A esquerda está alimentando as ilusões em um impeachment institucional, só porque uma parte da direita supostamente estaria apoiando esse impeachment. Mas isso é uma armadilha. Joice Hasselmann, Alexandre Frota e Kim Kataguiri estão isolados, são marginais da direita.

Todos os partidos da esquerda participaram dessa farsa. Mas, e a direita? Quem se arriscou? Apenas elementos isolados e marginalizados, totalmente desmoralizados e sem qualquer apoio popular ou mesmo da burguesia, como Alexandre Frota, Joice Hasselmann e Kim Kataguiri.

PSDB, DEM, MDB, PSD, PP não assinaram o pedido. A esquerda, que queria uma frente ampla, conseguiu uma frente “amplinha”. Não é o “centrão” que está nessa frente, é o “centrinho”!

Além disso, Arthur Lira, presidente do Senado, já garantiu que esse impeachment não vai para frente. Mesmo que fosse, mesmo que Bolsonaro fosse retirado da presidência, o impeachment não derrubaria o governo, os ministros, os militares. Seu resultado seria colocar Mourão na presidência para ele organizar a transição até as eleições de 2022, tempo que a burguesia usaria para manobrar um candidato da terceira via – ou seja, da direita golpista, como o PSDB, DEM e MDB.

Tudo isso serve apenas para a burguesia desmobilizar o povo, utilizando as direções capituladoras e colaboracionistas da esquerda pequeno-burguesa frente-amplista. Para comprovar que o impeachment com a direita tem o objetivo de colocar a esquerda e os atos sob o controle da direita, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, demonstrou o relacionamento direto entre o superpedido de impeachment e as manifestações. No Twitter, ele chamou Kim Kataguiri e o MBL a participarem dos atos. Em seguida, comemorou o anúncio do PSDB de que iria participar da manifestação em São Paulo!

Trata-se de uma gigantesca traição ao povo que está nas ruas lutando não apenas contra Bolsonaro mas contra toda a direita golpista e a burguesia. Traição que pode custar caro ao movimento pelo Fora Bolsonaro, infiltrá-lo com os elementos fascistas da direita como a burguesia fez em 2013 para tomá-los de assalto e terminar transformando-os em coxinhatos como os que derrubaram Dilma Rousseff, ajudaram a prender Lula e a eleger o próprio Bolsonaro. A esquerda não está apenas alimentando a ilusão de que uma aliança com a direita vai derrubar Bolsonaro. Está alimentando o próprio Bolsonaro.

O povo que derrubar Bolsonaro nas ruas, já. Ele e todo o seu governo. Ele e todo o regime golpista. É preciso romper com a política de desviar a luta das ruas para as instituições golpistas. A esquerda precisa reforçar e ampliar as mobilizações de rua, o povo pode sim derrubar Bolsonaro! 

E com sua queda, é preciso convocar eleições gerais imediatamente, controladas por esse mesmo povo através de suas organizações de esquerda e populares. Nada de entregar o poder na mão de bandidos políticos como o PSDB, a Rede Globo, o MBL.

É necessário derrubar Bolsonaro e o golpe e a partir de uma Assembleia Constituinte soberana e popular devemos substituí-los por um governo dos trabalhadores!

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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