Correios
A política dos sindicalistas, que adiaram mais uma vez a greve, será desastrosa para os trabalhadores
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Hoje serão realizadas assembleias nos sindicatos dos trabalhadores dos Correios em todo o País. A categoria está em estado de greve, preparando a luta contra o maior ataque que a empresa vem sofrendo em todos os tempos.

Os trabalhadores dos Correios enfrentam dois problemas chave que estão relacionados um com o outro.

O primeiro é a decisão do governo Bolsonaro de privatizar a empresa. Esse governo golpista, entreguista e inimigo dos trabalhadores quer entregar um dos maiores patrimônios nacionais nas mãos de capitalistas internacionais. Para isso, preparam um ataque aos direitos da categoria e demissões.

O segundo problema está justamente na proposta – se é que se pode chamar assim – da empresa de extinguir todos os direitos dos trabalhadores. Tal proposta prevê apenas o mínimo previsto pela CLT, ou seja, acaba com todos os direitos econômicos e políticos conquistados pela categoria em anos de lutas. A categoria, o menor salário entre as estatais, vai ficar sem nenhum tipo de benefícios, o que o general Floriano Peixoto, presidente golpista da empresa, chamou cinicamente de “privilégios” dos trabalhadores, mostrando que o governo Bolsonaro é composto por uma corja de canalhas.

Para entregar a empresa nas maõs dos grandes capitalistas, é preciso demitir em massa os trabalhadores. Isso já vem acontecendo há muitos anos. Desde 2010 não há concurso nos Correios, sendo que as demissões por meio dos PDVs (Plano de Demissão Voluntária) ocorrerão todos os anos, cada vez mais abrangentes, o que possibilitou para a empresa acabar com funções na categoria, substituindo setores inteiros por terceirizados.

Também para possibilitar a privatização da empresa, os golpistas precisam enxugar a folha de pagamento, acabando com benefícios como adicionais, plano de saúde, vales etc, além de congelar o salário.

É esse cenário devastador e tenebroso que os trabalhadores dos Correios estão enfrentando. Para piorar, há ainda a pandemia, que levou muitos companheiros a adoecerem. Para a direção golpista da empresa, não houve “fique em casa”, pelo contrário, os trabalhadores foram expostos às piores situações.

Diante de tudo isso, os sindicalistas dos Correios, que dominam a maior parte dos sindicatos, insistem numa política de completa paralisia diante da situação.

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), dirigida pelos sindicalistas do PT, PSTU, PSOL e grupos menores como os sindicalistas do sindicato de Minas Gerias, havia aprovado greve para este dia 4. Porém, em nova demonstração de covardia e peleguismo, decidiram novo adiamento da greve.

Como elemento de divisão da categoria, anos atrás a empresa impulsionou, por meio dos sindicalistas do PCdoB, uma federação fantasma, a Findect. Os arquipelegos da Findect, então, propuseram que a greve acontecesse apenas no dia 20. Com a desculpa da “unidade”, os sindicalistas da direção da Fentect, ao invés de mobilizar os trabalhadores para uma greve nacional, inclusive chamando a base da Findect a romper com a paralisia e entrar em greve, preferiram entrar em um acordo e adiar a greve para o dia 18.

Mais um adiamento, enquanto isso, a direção dos Correios tem todo o tempo do mundo para organizar a privatização e a destruição das condições de vida da categoria.

Enquanto os sindicalistas pelegos acumulam adiamentos da greve, o trabalhador corre o risco de ser vítima do maior ataque de todos os tempos contra a categoria. Na realidade, esses adiamentos são a demonstração de covardia dos sindicalistas, que preferem qualquer desculpa para não mobilizar os trabalhadores. A nova desculpa é a absurda confiança de que o STF irá garantir o acordo de 2019. Não que esse acordo seja bom, mas simplesmente porque querem um subterfúgio para não ter que lutar.

A tarefa dos trabalhadores dos Correios é muito maior do que uma simples greve. Diante do tamanho do ataque que os patrões preparam, será preciso não apenas uma greve e uma forta mobilização. Serão necessárias ações radicais, como piquetes, ocupação dos setores. Será preciso unificar os trabalhadores concursados com os terceirizados.

Será uma luta de vida ou morte para a categoria. Frear a privatização, derrotando o governo Bolsonaro, inimigo dos trabalhadores e dos Correios.

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