Desespero
O triunfo do chavismo na Venezuela também é por consequência um sinal muito claro do caráter popular do governo de Maduro.
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Eleições legislativas ocorreram em meio à um cerco militar e econômico do imperialismo. | Foto: CNE da Venezuela.

O Imperialismo de conjunto personificado na figura decadente de Maike Pompeo Secretario de Estado dos Estados Unidos mal esperou o término das eleições legislativas na Venezuela para sair atacando mais uma vez a soberania do país latino-americano.

“Os Estados Unidos, junto com várias outras democracias ao redor do mundo, condenam essa farsa que falhou em atender um padrão mínimo de credibilidade”, disse Pompeo em comunicado público.

A afirmação sobre a credibilidade do pleito não poderia vir de um local melhor. Pompeo parece esquecer que o seu chefe Donald Trump coloca em cheque diariamente as recentes eleições presidenciais norte-americanas reclamando justamente de fraude em benefício do seu opositor democrata Joe Biden.

De fato o mundo inteiro viu o espetáculo grotesco que foram as eleições norte-americanas, marcadas por fraudes escandalosas como o pitoresco voto por correio, mas apenas o “regime” chavista leva o rótulo de fraudulento para a grande mídia.

Além disso, após acusar o pleito venezuelano de farsa por ter dado à coalizão governista uma vitória acachapante sobre a direita nas recentemente finalizadas eleições legislativas do último sábado, o imperialismo segue insistindo no ventríloquo Juan Guaidó como o único “líder legítimo do país”. Logo ele que nunca obteve voto algum.

Os dados do Conselho Nacional eleitoral (CNE) informaram que a frente de partidos de esquerda que apoiam Nicolás Maduro chamados de Grande Polo Patriótico (GPP), obtivera 67,6% dos votos, ante os 17,95% da oposição encrustada na Ação Democrática (AD), uma aliança de direita da oposição ao chavismo.

A mídia reverbera que o pleito seria ainda mais ilegítimo porque apenas 31% dos eleitores foram votar. No Brasil o jornal O Globo soltou matéria onde acusa:

“A cleptocracia venezuelana tenta outra vez se legitimar nas urnas. As eleições legislativas de hoje fazem parte da nova farsa montada pelo ditador Nicolás Maduro para dar sobrevida ao regime responsável por uma crise humanitária sem precedentes no continente americano. É paradoxal, mas parcela minoritária da oposição optou pela cumplicidade”.

Se fosse possível tocar o desespero de alguém certamente o de quem escreveu esta análise poderia ser visto de longe. É quase um pedido de socorro do jornal mais golpista do Brasil este sim cúmplice do genocídio escancarado que Bolsonaro e sua equipe econômica, tão aplaudida pelos estúdios Globo, estão levando adiante no país.

Apenas o bloqueio imposto pelos Estados Unidos e pela União Europeia já gerou um prejuízo de cerca de 30 bilhões de dólares. Além disso, a Inglaterra mantém em seu poder mais de 31 toneladas de ouro da Venezuela que estão depositados no país imperialista como garantia de contratos. Em valores atuais o ouro confiscado pelos imperialistas britânicos equivale a cerca de 1,8 bilhões de euros (aproximadamente R$12 bilhões).

Recentemente o governo de Nicolás Maduro teve que entrar no tribunal de justiça local para destravar os ativos e direcioná-los para um fundo de combate à Covid-19 que será gerenciado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Toda a histeria do imperialismo, no entanto, é compreensível; a vitória do chavismo também se deu contra todas essas forças políticas externas. Isto porque ela ocorre justamente em meio a um cerco militar e econômico contra o país que sufoca a economia venezuelana e põe em risco a sobrevivência da população local. O triunfo do chavismo na Venezuela também é por consequência um sinal muito claro do caráter popular do governo de Maduro.

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