O povo que se vire!
ICMBio de Porto Seguro não tem nenhum equipamento de proteção para fornecer à população que está limpando as praias.
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oléo nas praias - comunidade
Comunidade atua sem nenhum suporte do governo. |

Já se passaram mais de dois meses que o vazamento de óleo, petróleo cru, foi detectado no litoral do Nordeste do país, e até o momento nenhuma ação efetiva para conter o óleo e reduzir os impactos de sua propagação, foi feito pelo governo Bolsonaro. Cabe ao governo federal atuar uma vez que se trata de um desastre ambiental de grandes proporções, assim o Ministério do Meio Ambiente teria o a obrigação de acionar outros órgãos como IBAMA, ICMBio, Petrobrás, Marinha, centros de pesquisas, etc.

Nos últimos dias as manchas de óleo chagaram ao sul da Bahia e às praias de Porto Seguro. Assim como em outros locais a comunidade já começou a agir para retirar o óleo das praias e diminuir os impactos. Porém, tem se deparado novamente com o descaso do governo Bolsonaro ao buscar suporte do ICMBio. Moradores de comunidades afetadas de Porto Seguro, ao entrar em contato com o órgão, foram informados que este só poderia fornecer tonéis, baldes e carriolas para recolher o óleo das praias. Esta é a resposta do órgão federal responsável por cuidar das áreas de preservação ambiental do país, que no caso, tem uma diretoria direitista alinhada com a lógica de descaso do governo Bolsonaro.

Órgãos como o IBAMA, ICMBio, CDAs da Petrobrás, deveriam atuar efetivamente na contenção e isolamento do óleo, limpeza das áreas afetadas e prestando todo o suporte e informação às comunidades afetadas e, quando necessário, fornecendo equipamentos de proteção adequados para lidar com o material, como botas, luvas, máscaras, macacão e óculos, além de máquinas e veículos para transporte. O petróleo cru é rico em hidrocarbonetos cancerígenos, podendo causar asfixia em altas concentrações. A curto prazo, causa problemas dermatológicos e respiratórios. Ao longo do tempo, pode gerar problemas neurológicos e alguns tipos de câncer, como a leucemia.

Segundo dados do próprio IBAMA, já são mais de 300 localidades afetadas, em mais de 100 municípios, numa faixa territorial de mais de 3 mil quilômetros de extensão que vai do Maranhão ao sul da Bahia. Na última semana, pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas e da Universidade Federal do Rio de Janeiro descobriram uma grande mancha de óleo no sul da Bahia de mais de 200 km².

A posição de inércia do governo Bolsonaro e de seus ministros é simplesmente inaceitável e, assim como ocorreu nos incêndios na Amazônia, mostra que este grupo de golpistas que tomou conta do governo não é nacionalista, não defende em nenhuma aspecto a população, nem os recursos naturais do país. Ao contrário, a cada dia Bolsonaro e sua “trupe de malucos violentos” mostra que veio para arrasar com país e entregar com população e tudo à burguesia internacional.

Derramamentos como este são desastres típicos em países e regiões fragilizadas, que são entregues à fúria extrativista das empresas multinacionais, que agem sem qualquer preocupação com a população e o meio ambiente. Basta lembrarmos os desastres da Vale em Mariana e Brumadinho, a Vale que é um símbolo dos programas de privatizações neoliberais.

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