Auxílio emergencial
Governo prontamente financia a retirada da falência dos capitalistas e deixa a população pobre morrer de fome
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População acampada em frente a agência da Caixa na tentativa de retirar auxílio emergencial | Foto: Arthur Mota
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População acampada em frente a agência da Caixa na tentativa de retirar auxílio emergencial | Foto: Arthur Mota

A pressão que os milhões de brasileiros jogados na miséria desde o início da pandemia impõem aos atuais governos, mesmo sendo uma pressão desorganizada imposta a governos recordistas em sua inimizade ao povo pobre, os tem forçado a tomar algumas medidas para socorrer a população e evitar uma explosão social. Na falta de um programa federal de auxílio emergencial para este ano – apenas com vagas promessas de sua retomada em março -, a consituição de programas estaduais ou municipais tem sido discutida há muitos meses em diversas regiões. Os deputados estaduais de Rondônia acabam de aprovar, em sessão extraordinária nesta quinta-feira (18), a retomada do Programa de Transferência de Renda Temporária (AmpaRO), criado na metade do ano passado, para socorrer cerca de 27 mil famílias pobres (com renda mensal de até 89 reais por pessoa) com a esmola de 100 reais por mês, a metade do valor praticado em 2020.

O Estado brasileiro é muito eficiente para organizar todo tipo de auxílio às grandes empresas, bancos e investidores – como o auxílio de 1,2 trilhão de reais aos bancos privados aprovado dois dias após o reconhecimento da pandemia pelo governo federal e o pagamento religioso da “dívida” pública de mais de 39% do PIB anual a estes mesmos bancos. A criminosa PEC 241 (do teto de gastos públicos), principal medida aprovada pelo governo de Michel Temer, tem como função amplificar este assalto dos capitalistas aos brasileiros forçando um limite extraordinariamente baixo para o orçamento dos serviços públicos dos quais a maior parte da população depende, não tendo acesso viável a serviços privados.

Por um lado, os golpistas que ocupam o poder em todos os níveis movimentam bilhões de reais para manterem o falido sistema financeiro respirando. Por outro, são obrigados a aprovarem qualquer tipo de esmola para a população, por menor que seja, transmitindo em parceria com a imprensa burguesa que é isto o melhor que o Estado tem a oferecer.

Os trabalhadores, que não deixaram as ruas desde o início da pandemia, atrás de qualquer serviço que lhes permita uma subsistência, têm sido os principais acusados pela imprensa golpista de estarem disseminando o vírus, através de festas ou da sua “falta de consciência”.

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