Deputado de extrema-direita quer repressão e perseguição contra as escolas do MST

sem terrinha

No último dia 11, o deputado da extrema-direita Jerônimo Goergen (PP-RS), enviou um ofício ao ministro fascista da Educação, Ricardo Vélez, pedindo uma “fiscalização rigorosa” no currículo das escolas do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra).

Numa “jogada ensaida” com o deputado golpista, a TV Record apresentou no dia anterior em um dos programas de maior audiência da emissora, atacando o MST, com a “reportagem” intitulada “A Polêmica dos Sem-Terrinha”, onde apresentava o encontros de crianças de trabalhadores rurais que estão em acampamentos ou assentamentos da reforma agrária, conhecidos como sem-terrinhas, como sendo uma atividade de “doutrinação ideológica”.

Jerônimo Goergen é o mesmo deputado que, em 2018, apresentou projeto de lei para classificar MST, MTST e outros movimentos sociais como grupos terroristas.

O pedido de investigação é parte da operação criminosa  liderada pelo ministro colombiano da Educação que já deu declaração, juntamente com o fascista Jair Bolsonaro, de  que pretende  fechar as escolas do campo e implantar os sistemas de educação a distância.

O governo ilegítimo de Bolsonaro é inimigo as escolas do campo, da educação pública, o MST e todo tipo de organização dos trabalhadores. Explicitando essa política, o secretário Especial de Assuntos Fundiários e fundador da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antônio Nabhan Garcia, afirmou que “não dá para o Brasil admitir em pleno século XXI fabriquinhas de ditadores. Não dá para admitir escolas de marxistas, de leninistas, de bolivarianos, que ensinam crianças a invadir e cometer crimes. Vamos fechar as escolas e punir os responsáveis pela doutrinação. Aliás, isso tem de ser qualificado como crime. Crime de lesa-pátria”.

A direita mira mais de duas mil escolas espalhadas por todo o País e dezenas de milhares de crianças e adolescentes dentro dos acampamentos e assentamentos rurais, que sem as escolas do campo implantadas com a luta pela terra e o desenvolvimento dos assentamentos, não teriam onde estudar. Nelas há até cursos técnicos e superiores dentro de algumas áreas da reforma agrária que dão oportunidade para esses jovens.

A ofensiva da direita visa abertamente reprimir e perseguir o MST e seus integrantes, como se assinala no próprio documento do deputado: “o objetivo é investigar as denúncias de doutrinação ideológica e a possível responsabilização criminal dos pais desses alunos”.

Querem criar pretextos para fechar as escolas do campo e reprimir os integrantes do MST, desde lideranças até famílias que compõe a base do movimento.

O fechamento das escolas do campo serve para atacar duramente um dos maiores movimentos sociais do País e que está na luta pela liberdade de Lula e contra o golpe, o MST. Esses ataques visam intimidar e imobilizar esse movimento diante dos ataques que a extrema-direita realiza contra todo o povo brasileiro.

É uma declaração de guerra contra o MST, que só pode ser enfrentada com a organização dos trabalhadores do campo e da cidade e suas organizações de luta e sua mobilização nas ruas contra o governo fascista. Fora Bolsonaro e todos os golpistas.