Violação de terras indígenas
O deputado estadual Jeferson Alves (PTB-RR) atacou uma terra indígena na cidade de Jundiá (RR). Ao proceder em sua ação criminosa, fez menção ao presidente Jair Bolsonaro.
deputado-jeferson-alves-ptb-quebra-corrente-que-protegia-a-terra-indigena-ti-waimiri-atroari-em-roraima-1582922441167_v2_1607x900
Deputado estadual Jeferson Alves (PTB-RR) em ação contra terra indígena em Roraima. Foto: Reprodução |

O deputado estadual bolsonarista Jeferson Alves (PTB-RR), decidiu arrancar por conta própria as correntes que bloqueiam a rodovia da BR-174, na cidade de Jundiá (RR). Ele foi até o local acompanhado de assessores e gravou em vídeo o momento em que, munido de uma motosserra e um alicate, quebrou a proteção colocada pelos povos indígenas para impedir o fluxo de veículos no período da noite.  Em sua ação criminosa, fez menção ao presidente Jair Bolsonaro, no sentido de deixar claro que segue a linha defendida pelo presidente em relação ao tratamento com os povos indígenas..

A ação do deputado bolsonarista foi contra o povo indígena Kinja, da reserva Waimiri-Atroari, que fecha a rodovia todas as noites das 18h às 8h como forma de proteger a fauna local contra atropelamentos. O fechamento da rodovia pelos indígenas conta com o respaldo dos militares do Exército, como parte do Subprograma de Proteção Ambiental do Programa Waimiri-Atroari.

Em comunicado, a  Comunidade Waimiri Atroari afirma que as correntes foram colocadas pelos militares na década de 1970, e a responsabilidade somente passou para os indígenas nos anos 1990.

Desde a posse do governo fascista de Jair Bolsonaro, fruto da fraude eleitoral de 2018, a violação das terras indígenas e o assassinato de suas lideranças têm sido constantes. Em diversas ocasiões, criminosos a serviço dos latifundiários, mineradoras e madeireiras proclamaram “aqui é Bolsonaro”, deixando claro que contavam com a cumplicidade da extrema-direita que controla o aparelho de Estado. Bolsonaro, por sua vez, garante total impunidade aos criminosos que agem abertamente e violam uma série de direitos garantidos na Constituição de 1988.

 

 

Relacionadas