Depois do golpe, muitas mulheres pararam de procurar emprego

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Vinte e sete milhões de desempregados! É dentro desse universo no país do golpe de estado que vivemos jovens, homens e mulheres a procura de trabalho.
Distribuir currículos é rotina para muitos brasileiros, porém chega um momento em que a procura cansa ou muitas vezes a própria falta de dinheiro causada pelo desemprego faz a pessoa ficar imóvel sem se locomover sem ter como pagar pela própria condução para a procura.

O fenômeno “desalento” vem crescendo no pais. No segundo trimestre deste ano, esse contingente de pessoas em” desalento” somava 4,833 milhoes de pessoas, 203 mil a mais do que no trimestre anterior.
O IPEA mostra que a permanência no desalento está associada ao desalento, e nessa condição, o trabalhador fica fora da força de trabalho porque não consegue serviço, ou não tem experiência, seja por ser muito jovem ou idoso, e pela própria crise estruturante de golpe que assola nosso país.

A pesquisa revela que desse universo 59% moram no nordeste, 54,3% são mulheres, 50% não concluíram o ensino fundamental e quase 70% não são chefes de família.
Os jovens entre 18 e 24 anos formam um dos perfis mais impactados pelo desalento, eles representam 15% da População em Idade Ativa (PIA), eles correspondem a aproximadamente 25% dos desalentados.
No inicio de 2016 pouco mais de 14% dos que transitavam do desemprego para a inatividade o faziam por conta do desalento, no segundo trimestre de 2018 essa proporção atingiu 22,4%.

O relatório mostra ainda que vem crescendo o numero de trabalhadores que transitam da ocupação para o desalento em um curto espaço de tempo. Ou seja, após perderem sua ocupação, não procuram emprego, ou buscam por pouco tempo, e já entram em inatividade.

O desalento também atinge que tem curso superior. A taxa passou de 4,8% para 5,3%. Já pra quem tem ensino médio saltou de 21% para 22,8%. O IPEA aponta que o principal aumento da população ocupada vem do setor informal, o que indica uma retomada do emprego em condições abaixo das desejáveis.

A situação de degeneração da qualidade de vida só tem aumentado com o golpe, em todos os aspectos da vida dos brasileiros. Só demonstra que temos que tomar uma decisão para revertermos esse quadro: ou mobilizamos os trabalhadores e vamos para as ruas dar um basta no golpe de estado ou caminharemos para o aprofundamento do golpe e o estrangulamento das condições de vida dos povo brasileiro, vitimas do imperialismo que nos assola!