Depois do golpe contra Dilma, apenas 30% das candidaturas são de mulheres

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Se em um cenário anterior, com relação à participação da mulher na política já se demonstrava uma baixa porcentagem, neste momento depois do golpe, o mesmo que derrubou a primeira mulher eleita no país, Dilma Rousseff, a situação decaiu ainda mais. A representação das mulheres se demonstrou no presente momento eleitoral, que diferentemente de haver um aumento significativo nas candidaturas femininas, o número diminuiu. Neste ano, apenas 30% das candidaturas são de mulheres, sendo apenas 16% aquelas que disputam por cargos majoritários como para presidência, governo e senado.

Isso é um claro reflexo do que o golpe significou não somente a nível nacional, mas como para a situação das mulheres do país, sendo as mais atacadas pelas políticas que foram colocadas com o curso do golpe de estado impetradas pelos golpistas. Um ponto que se destaca nesse sentido, é que se sabe que existe a lei que foi criada enquanto cota para que as mulheres possam ingressar e interferir no processo eleitoral. A realidade mostra na prática que de nada serve a lei, quando se derrubou uma presidenta legitimamente eleita pela população com 54 milhões de votos, demonstrando a demagogia feita pela direita que corroborou pela efetivação do golpe.

Um fato sobre isso, e antes já denunciado, está na manobra feita pelos partidos burgueses de colocarem candidatas mulheres enquanto vice em chapas majoritárias, para assim utilizar o fundo eleitoral para a campanha do candidato principal, o número de mulheres como vice é o maior até então, são cerca de 36% das candidatas.

Com isso, sabendo que o país está sob um golpe de estado que foi frontalmente contra as mulheres, ao derrubar a primeira mulher eleita no país, não é possível legitimar um novo processo fraudulento que se aproxima, além do ataque contra as mulheres, é preciso denunciar a farsa por trás das eleições que sempre foram controladas pela burguesia e que portanto, no cenário que está colocado, é a denúncia do golpe de estado e uma luta efetiva por sua derrubada que se mostra como uma ferramente de luta real para as mulheres e toda a população de conjunto.