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Desde a derrubada do governo eleito em 2016, a censura tem sido cada vez mais frequente e grave. É preciso lembrar que uma das primeiras censuras do regime golpista ocorreu ainda durante o processo fraudulento do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), quando parlamentares foram proibidos de pronunciar a palavra “golpe”. De lá pra cá, muita coisa já foi censurada pelos golpistas: exposições, espetáculos teatrais etc.

Tudo o que incomode os golpistas está sujeito a ser censurado: chegou-se ao ponto de haver em tramitação um projeto de lei que proíbe a presença de órgãos genitais em obras de arte, o que é algo de um obscurantismo tal que um desavisado poderia pensar que houvera ocorrido na Idade Média.

Agora, após censurar a faixa presidencial do “Vampirão” do carnaval, Temer e seu ministro da educação golpista desejam fazer uma nova vítima da censura. Miram agora na direção de uma disciplina que está sendo ofertada na UnB, cujas aulas estão programadas para iniciar em março. O título da disciplina é “Golpe em 2016” e, como o próprio nome deixa claro, terá como objeto de estudo o golpe e o seu programa de terra arrasada.

O governo golpista faz isso por um motivo muito simples: trata-se de um governo totalmente impopular, a tal ponto que a suposta aprovação de meia dúzia de brasileiros que aparece nas pesquisas talvez deva ser considerada apenas uma margem de erros. Um governo tão impopular inevitavelmente recebe críticas de todos os lados e, sendo esse um governo golpista, a única saída é censurar.

Ninguém deve aceitar uma censura tal, muito menos a comunidade acadêmica, que deve se mobilizar para garantir o direito de que as aulas da disciplina sejam ministradas e assistidas.

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