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Os indígenas da etnia Waimiri-Atroari, que vivem entre o norte do Amazonas e o sul de Roraima, estão comemorando o nascimento do indígena número 2000. O pequeno Wakié José Porfírio, que nasceu no final de março deste ano, elevou a população dos indígenas Waimiri-Atroari para dois mil indivíduos.

A comemoração dos indígenas é porque quase foram extintos pelos militares durante a ditadura militar na década de 70.

No ano de 1968, o Governo Militar invadiu o território ocupado pelos Waimiri-Atroari para a construção da rodovia BR-174, Manaus – Boa-Vista. Nesse momento os indígenas se colocaram contrários e se negaram a aceitar tal situação, pois abriria espaço para latifundiários, madeireiros, mineradoras e doenças.

Os arquivos e depoimentos apontam que pelo menos dois mil indígenas foram assassinados, com desaparecimento de aldeias e pessoas, mas especialistas afirmam que esse número pode ser bem maior. Foram 20 aldeias desaparecidas e existem registros e informações dos indígenas que pelo menos uma dessas aldeias foi utilizado um gás letal jogado por helicópteros. O massacre foi tão brutal que em 1981 restavam apenas 354 indivíduos.

Nenhum desses crimes cometidos contra os indígenas foi colocado na conta no período dos anos de chumbo da ditadura militar. Todos esses episódios estão documentados e devem ser investigados e tornados públicos.

O que ocorreu com os Waimi-Atroari se repetiu com outras etnias que foram dizimadas pelos militares, pois estavam se colocando contra sua política de entrega das riquezas naturais para as empresas imperialistas, como minerados e latifundiários ligados aos militares e seus capachos.

Os reflexos dessa política de apoio a empresas e ao latifúndio estão até hoje, como no Rio Grande de Sul, Bahia, Mato Grosso do Sul e o restante do país. Os recentes documentos que estão vindo a público, como casos de ordem de assassinatos e corrupção estão deixando claro o que foi a ditadura militar.

É preciso denunciar que os generais que governaram o Brasil e seus militares realizam uma enorme matança, que foi maior no campo e não houve nenhum registro como oriunda de perseguição política. Está na ordem do dia abrir os arquivos da ditadura e a revisão da lei de anistia que esconde e não deixa punir os crimes dos militares contra a população pobre e trabalhadora do país.

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