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Depois de destruir o Iraque, falcões do imperialismo miram o Oriente Médio novamente

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Vinte de março último marcou o décimo quinto aniversário da invasão norte-americana do Iraque e o próximo dia 9 de abril marcará o décimo quinto aniversário da queda de Bagdá. Embora estando entre os países classificados como atrasados o Iraque tinha uma população com ótimo nível de vida, excelente sistema educacional e de saúde. Embora o governo de Saddam Hussein estivesse longe de ser modelo de respeito a diretos fundamentais, a repressão e violência era essencialmente política e os cidadãos comuns em geral não eram incomodados e as muitas etnias e religiões conviviam em paz.

Esse estado de coisas começou a chegar ao fim em 1990 quando Saddam perdeu sua condição de protegido do governo norte-americano e uma campanha de ataques militares localizados mas intensos e um feroz boicote econômico foi lançado pelos Estados Unidos. Em 1996 contabilizava-se 500.000 crianças mortas em razão das sanções. Foi nessa ocasião que a então Secretária de Estado, Madeleine Albright, afirmou em entrevista na televisão que tais mortes tinham valido a pena. Finalmente em 2003 após intensa campanha “diplomática” e de imprensa, sob o pretexto de que o governo iraquiano tinha a posse de grande quantidade de armas de destruição em massa os Estados Unidos invadiram o Iraque e depuseram o regime que o governava.

O décimo quinto aniversário da invasão do Iraque ocorre por coincidência no momento em que os mais extremistas dos neoconservadores voltaram a ocupar postos chaves na administração Trump. Neste quadro a figura que mais se destaca é o Secretário de Estado, John Bolton, que dispensa pretextos humanitários ou qualquer outro para derrubar regimes ou bombardear outros países. A volta do protagonismo desse tipo de gente equivale à reafirmação da visão prevalente entre os que decidiram invadir o Iraque em 2003.

O saldo da guerra até agora é de 1 milhão de iraquianos mortos, 4,5 milhões de refugiados internos, 5 milhões de órfãos, 2 milhões de viúvas, crianças nascidas com defeitos congênitos e altas taxas de câncer. Além disso a infraestrutura do país foi destruída e o mesmo ocorreu com seu tecido social.

Em 2007 o general reformado e ex-comandante da OTAN, Wesley Clark, revelou que em 2001 circulava pelo Pentágono um plano para atacar 7 países em 5 anos. Os países eram Iraque, Síria, Irã, Líbia, Líbano, Somália e Sudão. As consequências dessas ações se estenderam bem além dos países alvos e atingiram países do norte e centro da África e países da Ásia. Mais ainda, países centrais também sofreram os efeitos com a chegada de multidões de refugiados e do chamado “terrorismo islâmico” a seus territórios. Mesmo no Brasil os serviços de inteligência ianques tentaram introduzir a questão sem outro sucesso que a introdução de “leis anti-terrorismo”.

Diante disso é forçosa aconclusão de que estamos diante de um crime de genocídio de proporções nunca vista antes. O sistema capitalista encontra-se sobrevivendo através de aparelhos e a consequência de sua luta pela sobrevivência é a guerra declarada contra o restante do mundo.

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