Depois da “greve” por privilégio, juízes e promotores golpistas fazem abaixo assinado pela violação da Constituição

Poucos dias depois de “encenarem” o deplorável espetáculo de realizarem uma “greve” em defesa do auxílio-moradia de R$ 4 mil para “pobres” juízes que recebem até R$ 500 mil de vencimentos e tem imóveis próprios, muitas das vezes dezenas deles; juízes, promotores e procuradores de várias  regiões do País estão se “mobilizando” para um novo “espetáculo” do judiciário golpista que atua como um dos principais pilares do golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, eleita por mais de 54,5 milhões de votos e instalou no País um regime cada vez mais ditatorial e fora de qualquer controle popular.
Contra a Constituição
Está prevista para esta segunda, dia 2, no Supremo Tribunal Federal (STF), a entrega de um abaixo-assinado por juízes e promotores dos Ministérios Públicos de vários Estados, acompanhado de uma nota técnica, em que estes “defensores da justiça” reivindicaram que a mais alta corte judicial do País mantenha a decisão de violar a Constituição Federal e permita a prisão em segunda instância, ou seja, antes que estejam esgotados todos os recursos do acusado, antes do chamado “trânsito em julgado”, conforme estabelece a Lei máxima.
Diz a Constituição em seu Art. 5 e – particularmente – no seu inciso LVII:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 

LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;

Este artigo, como sabe qualquer estudante iniciante de direito ou pessoa com algum conhecimento de política, constitui clausula pétrea da Constituição Federal, não podendo ser alterado nem mesmo pelo poder Legislativo, pelos deputados e senadores, o que dirá por juízes que não tem prerrogativa de legislar. Só uma nova Constituinte poderia dar lugar a uma formulação diversa.
Mas que importância tem isso para os juízes e procuradores golpistas? Nenhuma.
Por isso a “mobilização” dos “homens da Lei” em notório posicionamento político e a favor do golpe de estado, se dará dois dia antes do julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em processos fraudulentos a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex do Guarujá, que ninguém consegui provar que lhe pertencesse ou que tivesse sido ocupado por este um único dia sequer.
Cabos eleitorais golpistasEntre os signatários do documento (claramente elaborado pelos donos do golpe) e organizadores do protesto, estão figuras de proa do esquema golpista contra o PT e o povo brasileiro, como o procurador da República Deltan Dallagnol, o procurador do MP no Tribunal de Contas da União (TCU), Julio Marcelo de Oliveira e o presidente da Associação Nacional dos Promotores da República, José Robalinho Cavalcanti (na foto com Temer).

A Constituição nada vale para eles. Trata-se claramente de impedir a “mudança da jurisprudência”, estabelecida de forma ilegal pelo STF, em 2016, a fim de apoiar os planos dos golpistas de colocar na cadeia a maior liderança popular do País, que lidera com folga as pesquisas eleitorais para a presidência da República, para não só tentar impedir a sua eleição como tentar garantir que um candidato alinhado com o golpe e com os privilégios dos juízes e promotores e os grandes tubarões capitalistas ganhe possíveis eleições fraudulentas.

E farão tudo isso em nome da “justiça” e da busca de “da proteção da lei e de um Brasil mais justo”, como cinicamente afirmam em seu documento.

O evento ocorre no dia 2 de abril, mas merecia ter acontecido na véspera, no “dia da mentira”.