Paramilitares em ação
Desde o começo do ano, ao menos 84 líderes comunitários foram assassinados por paramilitares (que têm ligações com o governo) em toda a Colômbia
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A Colômbia vive tempos sombrios. Foto: Felipe Restrepo Acosta |
Bogotá, 28 abr (Prensa Latina) A Defensoria do Povo na Colômbia denunciou hoje a persistente violência nos territórios mais vulneráveis do país, no meio da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

 

Após cinco semanas em emergência sanitária, a entidade afirmou que ‘nota com preocupação que a violência exercida pelos atores armados não estatais e os grupos armados de crime organizado persiste’.

Estes atores e grupos adaptaram sua presença e acionar às condições próprias da emergência sanitária e particularmente às medidas de isolamento preventivo, enfatizou.

Neste contexto, a Defensoria documentou ao menos 40 ações para intimidar e gerar prejuízo nas comunidades de todo o país, tais como ameaças, restrições à mobilidade, atentados contra a integridade pessoal e homicídios.

É de alta preocupação a arremetida violenta por parte destes atores e grupos no departamento de El Cauca; no Pacífico nariñense; na região do baixo Putumayo; no ocidente de Antioquia e o Atrato chocoano, onde, para avançar em seus interesses ligados a atividades econômicas ilegais, intimidam e assediam a população civil, destacou.

Da mesma maneira, constatou que a violência contra líderes sociais e defensores de direitos humanos persiste com a mesma dinâmica àquela denunciada há quatro anos. Os homicídios seletivos das últimas semanas são graves e devem ser objeto de medidas contundentes de investigação e esclarecimento, enfatizou.

Segundo a entidade, as autoridades estão obrigadas a promover mais ações encaminhadas à prevenção, ainda mais quando há cenários de risco advertidos por alerta preventivo da Defensoria.

As condições atuais de violência em sua contra, bem como a pandemia, estão limitando gravemente o trabalho dos ativistas para defender os direitos humanos, dimensionou.

Tudo isso condiciona as possibilidades de mitigar os efeitos da emergência sanitária derivada da pandemia, configurando uma dupla afetação nas comunidades mais vulneráveis, explicou.

Sobre o assunto, o defensor do Povo, Carlos Negret, fez um chamado a ‘todos os atores armados não estatais qualquer que seja sua origem, motivação, capacidade e orientação, para que em virtude do princípio de humanidade reduzam, até a eliminação, o emprego da violência armada’.

Também chamou a cessar a violência e intimidação contra líderes sociais e defensores de direitos humanos, que respeitem e permitam a ação da missão médica para a prevenção e atenção da pandemia, bem como o abastecimento de bens essenciais para manter o isolamento preventivo obrigatório.

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