Cinema nacional
Ovacionado pela crítica nacional e do mundo todo, Bacurau segue sua trajetória de exemplo cinematográfico e político
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Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles na pequena cidade de Barra, Rio Grande do Norte | Foto: Divulgação

“Bacurau”, filme que se transformou em um fenômeno nacional, foi eleito nesta última sexta-feira (18) o melhor filme estrangeiro do ano pela New York Film Critics Awards.

Dirigido pelos cineastas pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, ocasião em que levou seis troféus nas categorias: efeitos visuais, roteiro, direção e longa-metragem de ficção, é homenageado mais uma vez por críticos de todo o mundo nesta ‘prévia do Oscar’ de 2021.

Kleber, no mesmo dia, comemorou nas redes: é o terceiro filme brasileiro a receber o prêmio em 40 anos. Além de “Bacurau”, de Mendonça Filho, “Pixote”, de Héctor Babenco, e “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles, também já levaram o prêmio.

Ovacionado também em vários outros festivais, conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes, na França, onde desbancou nomes como Almodóvar, Tarantino e Dolan. Foi o Melhor Filme no Festival de Cinema de Munique, na Alemanha, e recebeu o Prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cine de Lima, no Peru.

Não é à toa o sucesso do longa-metragem brasileiro: um filme crítico do golpe de 2016, do imperialismo na América Latina, resultado do turbulento momento econômico, político e social denunciado com sofisticadas alegorias, suspense e ficção, em um verdadeiro western brasileiro, sintetizado por Mendonça Filho.

Como uma espécie de “símbolo contra o avanço do fascismo no país”, se tornou uma inspiração para a esquerda. Um claro roteiro e representação da política de Frente Única contra o avanço do Imperialismo, da extrema-direita e dos golpistas de um modo geral. Assim como os Comitês de Luta Contra o Golpe, a Ditadura e o Facismo, o povo de Bacurau forma comissões em assembleias para dirigirem a luta contra a invasão dos norte-americanos na cidade. Atuam de forma organizada, democrática e centralizadamente, cada um conforme sua capacidade, em cada âmbito e especificidade, seja na questão da saúde ou contra a demagogia em geral, a política golpista é denunciada, discutida e combatida.

Dessa forma, mesmo sob intenso ataque do governo golpista, de Bolsonaro e da direita, a cultura brasileira persiste e mostra sua força contra o reacionarismo. “Bacurau” é expressão da luta do povo brasileiro contra os ataques do golpe a seus direitos, da gigantesca tendência à mobilização em todos os lugares, e uma grande lição ao conjunto de toda a esquerda sobre o que deve ser feito.

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