Denúncia do golpe: Central Sindical Britânica também pede Liberdade para Lula

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Os promotores do golpe de 2016, mesmo com toda a ajuda da imprensa golpista, não conseguiu convencer a opinião publica de que o golpe não era golpe.

Ficou claro no mundo todo que houve um golpe no Brasil, embora as mobilizações não tenham conseguido revertê-lo. O golpe conta com aliados em todas as instituições, segundo Romero Jucá, ele teria sido dado ‘com STF e tudo’, com beneplácito de generais. Embora a presidenta Dilma Rousseff não tenha conseguido retornar ao poder, não se pode dizer –  de modo algum – que a tenham destruído ou à sua reputação. O golpe tem características complexas. O golpista mor Eduardo Cunha acabou sendo cassado e preso, enquanto Dilma Rousseff segue denunciando o golpe e vendo seus algozes denunciados. Até mesmo um tucano grande, seu principal detrator, Aécio Neves se tornou réu no Supremo Tribunal Federal e, principalmente, está totalmente desmoralizado diante da população, com alguns setores do seu partido não querendo que ele concorra nem mesmo a deputado.

Mas o golpe segue sua tarefa de enfraquecer a política e de destruir as esquerdas, começando pelo Partido dos Trabalhadores. As ações contra o PT e contra o ex-presidente Lula foram mostram que está ofensiva, de certa forma, não tem limites à direita. Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão em um dos 6 processos a que responde, todos iniciados de forma irregular, sem provas e com o único intuito de inviabilizar o líder petista, de impedi-lo de agir, de falar, de se candidatar, por certo. Inviabilizaram o Instituto Lula, bloqueando contas e, de forma fraudulenta, condenando-o por, supostamente, atuar em desconformidade com seu objetivo, o que motivou multas milionárias.

O próprio ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores também serão multados pesadamente a fim de dificultar ou impedir sua ação. Agora que está preso, tentam tirar-lhe o direito de ser visitado e de conversar, de articular, de fazer-se ouvir. Depois da prisão, com as pesquisas de intenção de voto indicando que o ex-presidente continua liderando com folga a corrida eleitoral, e diante da cada vez mais claras ilegalidades e irregularidades do processo que o condenou, há um movimento em todo o País, em contraposição à ação da imprensa local para invisibilizar e calar o líder petista, que visa a esclarecer que Lula é um preso político, que sua prisão resulta de um processo que foi concebido e executado como fruto de perseguição, parte de um plano de eliminação de um adversário político.

Antes, durante e depois de seu governo, manteve uma vasta rede de relações mundo afora, com o mundo sindical, com organismos internacionais, e, graças às políticas de combate à fome e erradicação da pobreza, tornou-se uma referencia mundial.

Antes de sua prisão, já havia mostrado seu prestígio internacional, expressão do papel importante da classe trabalhadora brasileira no cenário mundial e o ataque ao Instituto Lula visava também fazer cessar suas atividades porque elas o projetavam cada vez mais no cenário internacional.

Foram dezenas, centenas, de manifestações, individuais e de grupos tanto contra o Golpe do impeachment quanto em apoio a Lula e ao direito de ele ser candidato. Se o queriam silenciar com a prisão, até o momento a estratégia não está funcionando. A repercussão já chegou a muitos países e são muitas as lideranças a expressar sua preocupação com a democracia no Brasil e pedindo a libertação de Lula, considerado um prisioneiro político.

Os sindicatos mundo afora se importam com a perseguição e a prisão de um ex-sindicalista, ex-presidente de um partido de trabalhadores, apoiado contra os ataques da burguesia e seus partidos contra os trabalhadores. Assim, a maior congregação de sindicatos dos EUA, a American Federation of Labor – Congress os Industrial Organizations (AFL-CIO) se manifestou pesadamente contra a prisão, e agora a  Trades Union Congress (TUC), a maior central sindical da Inglaterra entra em campo e, junto com representantes da Unite the Union (Unite), o maior sindicato britânico, e da National Union of Teachers (NUT), o Sindicato dos Professores, e outras organizações da sociedade civil, pedem a imediata libertação de Lula, promovendo um ato em frente à embaixada do Brasil em Londres.

Que mais sindicatos, centrais sindicais e todo tipo de organização de esquerda se mobilizem pela imediata libertação do ex-presidente.