Inimigos do povo
Em um jantar na noite desta segunda-feira (05),, Maia e Guedes trocaram elogios e afirmaram que não existe política fora do teto de gastos públicos.
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Dep. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, durante entrevista coletiva com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no ministério da Fazenda. Foto: Sérgio Lima/PODER 360
A reconciliação de Maia e Guedes atende aos interesse do conjunto da burguesia. | Sérgio Lima | Credit: Foto: Sérgio Lima

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participaram em um jantar na noite desta segunda-feira (05). O evento serviu para uma espécie de reconciliação entre Maia e Guedes, que tinham brigado e trocado ofensas públicas.

O jantar aconteceu em Brasília, na casa do ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas. Guedes e Maia haviam divergido em relação à manutenção da política do teto de gastos públicos, aprovada no governo Michel Temer (MDB). Rodrigo Maia procura levar adiante uma política de controlar o governo Bolsonaro, mantendo-o na “linha”, linha esta que significa o interesse dos grandes bancos e do capital financeiro internacional.

Os dois trocaram elogios e concordaram em relação ao caráter fundamental de manutenção do teto de gastos. Afirmaram também a importância das “reformas” para a retomada da economia brasileira. Estas são parte essencial do programa político da burguesia golpista, que começou a ser implementado com força após o golpe de Estado de 2016. O governo Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido) foi colocado no poder para executar o programa econômico da burguesia, contudo as dificuldades são grandes, em virtude da profundidade do ataque que representa aos interesses gerais da população. Em algumas ocasiões. Bolsonaro expressou uma certa oposição em relação a algumas das medidas exigidas pela burguesia, prevendo que isto o levaria a um desgaste político e, possivelmente, sua liquidação.

A concessão do auxílio emergencial foi vista por Bolsonaro como uma possibilidade de fazer demagogia com a população pobre e angariar algum apoio eleitoral para garantir sua reeleição em 2022. Contudo, os bancos e o setor fundamental da burguesia não aprovam qualquer política de gastar dinheiro do Estado, que deve ser direcionado para o pagamento dos juros da dívida pública, com a população. Para esta última, conforme reza a cartilha das instituições financeiras, vale a política de firme austeridade fiscal, corte de gastos, arrocho salarial e congelamento dos investimentos públicos em áreas sociais. O objetivo máximo do governo deve ser manter a rolagem da dívida pública.

A reaproximação dos dois políticos neoliberais expressa um movimento de conjunto da burguesia. A ideia é pressionar e forçar o governo Jair Bolsonaro a aplicar a política neoliberal. A reforma administrativa, um ataque sem precedentes aos servidores públicos, proposta por Bolsonaro, é a bola da vez. A burguesia não quer que Bolsonaro faça demagogia com a população pobre, pois considera qualquer auxílio e programa social como uma medida populista. Bom para o povo é a fome, a miséria, o desemprego e o completo abandono social.

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