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PCdoB põe estudantes a reboque dos maiores inimigos da educação

Nada de secretismo

Democracia no movimento contra a sabotagem e a infiltração

A luta pelo Fora Bolsonaro deve ser organizada de modo público, transparente e democrático e deve ouvir as bases

O militante e o manifestante quer participar das decisões do movimento – Foto: Reprodução

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O movimento pelo Fora Bolsonaro está em perigo. A burguesia viu que a situação pode ficar fora de controle, depois dos gigantescos atos de massas dos dias 29 de maio e 19 de junho.

Desde então, ela vem fazendo tentativas para acabar com as mobilizações populares. Se é para Bolsonaro cair, que caia sob o controle da burguesia. Se não, ela prefere derrotar o povo na rua do que o próprio Bolsonaro, a quem ela elegeu e poderá reeleger.

Mas como a situação pode colocar em xeque o governo a partir das ruas, então a burguesia corre para tirar proveito disso. Faz uma forte campanha pela “terceira via”, ou seja, alguém da direita tradicional que seria supostamente anti-Bolsonaro para ganhar simpatia.

Para que os atos deixem de ser pelo Fora Bolsonaro para se tornarem massa de manobra para a direita, a burguesia insere elementos de direita nas mobilizações: a bandeira do Brasil, camisas amarelas, políticos bolsonaristas supostamente arrependidos, grupos pagos pela direita como o MBL e partidos que se autodenominam do “centro democrático”.

A manobra, delicada, ainda não obteve sucesso. Mas um setor da esquerda, que não consegue se desvencilhar das alianças e da dependência da burguesia, acaba caindo na manobra e servindo de caixa de ressonância para que a direita aplique sua política.

Assim, a burguesia influencia setores da esquerda pequeno-burguesa propensos a essa influência para que contenham o movimento. Por exemplo, realizando reuniões deliberativas secretas, a fim de que não haja uma participação ampla nas discussões e decisões: a burguesia não é adepta da democracia, apesar de todo o seu jogo demagógico. Tendo apenas os representantes de organizações (muitas delas artificiais) que a “operativa” do movimento aceita, que já estão no “esquema”, fica mais fácil controlar os atos. O resultado é como vimos no Rio de Janeiro no dia 29 de maio, por exemplo, quando a “operativa” decidiu realizar o ato em um local de difícil acesso, conteve a passeata e a desviou para terminar em outro local de difícil trânsito – dessa maneira, os atos tendem a ser menores e menos acessíveis ao conjunto da população. Quem é mestre em fazer isso é o PSOL e Guilherme Boulos em São Paulo, que amam o Largo da Batata – que não é um local central nem tampouco tradicional de manifestações, mas que se localiza em uma região da burguesia e da pequena-burguesia coxinhas paulistanas.

Para impedir esse tipo de manobra antidemocrática, o movimento precisa ser transparente, público, democrático. Sua coordenação precisa ser formada pelos partidos da esquerda com vínculos com o movimento operário e seus líderes devem ser conhecidos do público, justamente para que a militância da base do movimento possa saber de quem ela deve cobrar posturas mais corretas.

É preciso haver também plenárias públicas estaduais, em cada um dos estados do País. Essas plenárias precisam determinar a realização de plenárias municipais, igualmente públicas, amplas, presenciais, para que todos os trabalhadores, estudantes, ativistas, moradores das favelas e comunidades participem e sejam ouvidos.

Deve haver um debate público, transparente. Quando se marcou os novos atos para o dia 24 de julho, não se consultou ninguém. E nem mesmo se avisou: as pessoas ficaram sabendo através dos jornais burgueses. Quando se antecipou esses mesmos atos para o dia 3 de julho, mais uma vez ninguém foi consultado e só se ficou sabendo da mudança quando a imprensa golpista publicou.

Do jeito como o movimento foi organizado – ou melhor, desorganizado -, abre-se a possibilidade de infiltração e sabotagem pela própria burguesia diretamente. Para o ato de sábado (03) no Rio de Janeiro, a “operativa” secreta divulgou um chamado nas redes sociais assinado por uma série de organizações. O PCO, embora seja uma organização fundamental para a realização dos atos, não apareceu no chamado. Mas apareceram partidos publicamente golpistas e de direita, como o Partido Verde e o Cidadania!

As bases militantes precisam exigir imediatamente publicidade, transparência e democracia no movimento. É preciso impulsioná-lo, não contê-lo. A derrota de Bolsonaro só se dará nas ruas, através da frente única das organizações de esquerda e do movimento popular.

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O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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