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Demitir para vender: golpistas querem se livrar de 3 mil trabalhadores com PDV na Eletrobras

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A direção da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) anunciou na segunda-feira (26) seu plano de demissão voluntária (PDV), cujo objetivo é eliminar cerca de 3 mil postos de trabalho. A gigante do setor, cujo controle acionário é do governo Federal, está sofrendo uma investida do governo golpista, os golpistas querem entregar o controle da empresa ao capital estrangeiro, privatizá-la. Segue no Congresso Nacional um projeto de lei do golpista Temer para autorizar a privatização da empresa responsável por 37% da geração de energia do país, mas antes querem desmonta-la.

Segundo a Eletrobras, o PDV está sendo implementado nas seguintes  subsidiárias:  Eletrobras Cepel, CGTEE, Chesf, Eletronuclear, Eletronorte, Amazonas GT, Eletrosul e Furna e na própria Eletrobras. A adesão dos trabalhadores deve ser feita até 27 de abril, o desligamento será de maio a dezembro. A empresa divulgou que para aderir a este plano os trabalhadores devem ter no mínimo 10 anos de vínculo ou que sejam anistiados ou reintegrados pela Comissão Especial interministerial de Anistia.

Essa é uma típica política da direita para forçar a privatização, demitir trabalhadores, enxugar as despesas da empresa, sucatear os serviços prestados e depois da-la de graça para os grandes capitalistas. A Eletrobras foi criada por Getúlio Vargas como parte de um projetos de desenvolvimento nacional e soberania. O setor elétrico é um setor fundamental para o desenvolvimento da economia do país e para a vida da população brasileira, sem o qual é impossível pensar, mesmo, em soberania e desenvolvimento.  A tentativa de destruir e entregar a Eletrobras ao capital estrangeiro mostra que a política dos golpista é uma política de subserviência total ao imperialismo contra os interesses do povo brasileiro.

A empresa tem capacidade instalada de 42.080 megawatts e 164 usinas – 36 hidrelétricas e 128 térmicas, sendo duas termonucleares. Possui mais de 58 mil quilômetros de linhas de transmissão, o que corresponde a 57% do total nacional. Todo esse potencial e toda essa riqueza, com o desmonte e a posterior privatização que está em pauta, passariam para o controle do capital internacional, estaríamos dependentes mais ainda dos grandes capitalista internacionais e das oscilações do mercado internacional. E quem sofrerá mais os efeitos é a população pobre que será sacrificada em nome dos bons negócios e da lucratividade.

A Eletrobras pela sua importância não só não pode ser desmontada muito menos privatizada, pelo contrário deve ser completamente estatizada e colocada sob o controle dos seus trabalhadores e da população usuária e de suas entidades de luta. A tentativa de desmonte da empresa e a sua privatização são crimes de lesa-pátria cometidos pelos golpistas que devem ser julgados pela população brasileira por seu crime contra o povo e a economia nacional.

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