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Em novembro, aproveitando a entrada em vigor da “reforma” trabalhista, inúmeras universidades privadas demitiram em seu conjunto milhares de professores universitários. As demissões visaram inicialmente professores doutores, com padrões salariais mais altos, em decorrência da formação adquirida pelos mestres. No entanto, as demissões em massa atingiram também professores com mestrado e com especializações a nível de pós graduação.

Em São Paulo, algumas Universidades que deram início à reforma trabalhista dos golpistas, foram a Estácio de Sá, a FMU(Faculdades Metropolitanas Unidas) e a FAM (Faculdades da América) demitiram centenas de professores.

Uma destas universidades, a FAM, foi um dos casos mais drásticos em termos de demissões. A faculdade que ao longo do ano de 2017, gastou milhões em patrocínio esportivo (vide publicidade) com equipes como a Sociedade Esportiva Palmeiras, sendo propagandeado se tratar de um dos mais vultuosos negócios do ano em termos publicitários da história, mostra agora que os capitalistas da educação querem muito mais para os seus cofres. De um total de 192 professores em seus quadros ativos, foram demitidos cerca de 85, no entanto, os próprios professores alegam que pode ter chegado a 100 o número de demitidos, destes, mais de 50 eram doutores.

Os resultados práticos da aprovação da “reforma” trabalhista estão sendo sentidos agora. As demissões em massa das universidades privadas é apenas o começo da destruição de milhões de postos de trabalho e neste caso de sucateamento do já precário ensino privado brasileiro.

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