Demissões em massa
Segundo levantamento do The Conference Board, ao menos 4 em cada 10 presidentes de empresas multinacionais pretendem fechar postos de trabalho nos próximos doze meses.
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American Airlines
Multinacionais pretendem demitir trabalhadores para garantirem seus lucros | Foto: Reprodução

A crise capitalista entrou em uma fase ainda mais acirrada após a chegada da pandemia do Coronavírus, economias que vinham de crescimentos medíocres agora vêem seus indicadores econômicos despencarem, e tudo isso acaba caindo na conta da classe trabalhadora. Como já era de se esperar, a classe operária deverá mais uma vez pagar por uma crise que não é sua para garantir que grandes capitalistas continuem lucrando mesmo em plena recessão. Mesmo após a pandemia, que ainda não sabemos ao certo quando terá seu fim, os trabalhadores ainda irão continuar sentindo os efeitos da crise com ela advinda, e isso deve atingir até mesmo os trabalhadores das grandes empresas. Segundo levantamento do The Conference Board, ao menos 4 em cada 10 presidentes de empresas multinacionais pretendem fechar postos de trabalho nos próximos doze meses.

Mesmo com todos os estímulos e a verdadeira entrega de dinheiro dos cofres públicos aos grandes capitalistas, numa tentativa de “salvar a Economia”, as medidas que prejudicam os trabalhadores continuarão a todo vapor, como já está acontecendo. Grandes empresas como Coca-Cola, Boeing, American Airlines entre outras já anunciaram e já demitiram um grande número de funcionários, e o atual cenário coloca as demissões em massa como o “novo normal” na vida dos trabalhadores. Recentemente, um episódio deixou claro como deverão ocorrer as negociações entre patrões e empregados na crise, onde na fábrica da Renault, em Curitiba-PR, o “acordo” após a greve entre sindicato e patrões permitiu suspensão de salários, demissões, entre outros ataques.

Com demissões em massa, cortes de salários e jornadas cada vez maiores, os trabalhadores deverão ver suas rendas diminuírem ou simplesmente deixarem de existir, e também a sua qualidade de vida se deteriorar, o que reflete também até mesmo no consumo dos produtos das grandes empresas que são as grandes responsáveis por este cenário onde não há nenhuma perspectiva de melhora econômica nem em curto ou médio prazo. Ao mesmo tempo, os lucros dos grandes acionistas de grandes empresas e do mercado financeiro continuam sendo garantidos com governos burgueses que trabalham para seus interesses entregando quantias astronômicas de dinheiro e que não há nenhum retorno aos trabalhadores.

Os trabalhadores não devem e não podem pagar por mais uma crise causada pela burguesia, em que a grande massa trabalhadora que realmente faz com que a Economia evolua tem seus direitos negados e seus postos de trabalho sendo fechados, tudo isso para beneficiar uma pequena parcela da população que suga não somente a sua força de trabalho, mas também o dinheiro que é arrecadado dos trabalhadores pelo Estado burguês. É preciso uma mobilização dos trabalhadores em torno das greves e contra as demissões, que os capitalistas paguem por aquilo que é de sua responsabilidade.

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