Futebol
Cartolas e imprensa bajulam treinadores estrangeiros na esperança de que resolvam problemas criados pela má administração dos clubes.
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O jogador Willian, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Pará, do Santos FC, durante partida válida pela oitava rodada, do Campeonato Paulista, Série A1, no Estádio do Pacaembu. (Foto: Cesar Greco)
Palmeiras x Santos - pelo campeonato paulista | Foto: Cesar Greco

O Brasil é um país onde a ideologia burguesa tem como ponto principal criticar o que é nacional e colocar tudo que é de fora em um pedestal. Pois isto também acontece com o futebol brasileiro. Entretanto, isso não passa de uma grande fraude.

A imprensa burguesa seguidamente lança novas ondas de jogadores e treinadores estrangeiros como a salvação para o fraco desempenho de muitos times. Todavia, esquecem que o problema não está nos jogadores e treinadores nacionais.

O futebol brasileiro é parasitado por uma classe de dirigentes de futebol, que toma decisões completamente erráticas, e por empresários interessados em tirar grandes somas dos clubes. Contratações e demissões de técnicos e jogadores, muitas vezes sem explicação alguma, são algo corriqueiro há décadas.

Comentaristas da imprensa, que mais parecem jogar truco durante os jogos do que realmente assistirem ao que se passa no campo, utilizam seu espaço para criar crises e tumultos nos clubes, tudo para preencher espaço nos repetitivos programas esportivos de debates. Alguns, já perdidos no personagem que criaram para si, vivem da crítica a tudo que é brasileiro e que a solução virá “de fora”, especialmente os que trabalham para a imprensa especializada em futebol europeu. Afinal, precisam valorizar seu “produto”.

A última vítima foi Vanderlei Luxemburgo do Palmeiras. Após quatro derrotas seguidas no campeonato nacional, sendo uma delas no clássico contra o São Paulo, o técnico veterano não resistiu à pressão e caiu do comando do alviverde.

A direção do Palmeiras tenta, agora, Miguel Ángel Ramirez, treinador que vem fazendo bom trabalho no Independiente del Valle (Equador). O ex-lateral/zagueiro do Manchester United, Real Madrid e seleção Argentina, Gabriel Heinze, também foi cogitado.

Apesar da propaganda positiva da imprensa, ambos não são treinadores espetaculares. Pelo contrário, são do mesmo nível de qualquer treinador brasileiro, nada de diferente. O que ocorre é que as direções, sem opções “novas”, aproveitam o desconhecimento do torcedor brasileiro para contratar técnicos estrangeiros, a fim de que o “fato novo” aplaque a ira dos torcedores.

O caso bem sucedido de Jorge Jesus no Flamengo parece ter inflamado ainda mais a onda de técnicos estrangeiros. Porém, esquece-se que o Flamengo investiu em escala muito maior que a grande maioria dos seus adversários. Na televisão portuguesa, em um destes programas de debates, os comentaristas se perguntavam o que os brasileiros viam de tão especial em Jorge Jesus para contratá-lo. Bastou voltar ao Benfica, mesmo com uma série de contratações de alto nível, que o técnico português já fracassou em fase preliminar da Liga dos Campeões da Europa.

E a quantidade de treinadores estrangeiros bem sucedida aqui no Brasil é minúscula. Basta lembrar de Hugo León, Ricardo Gareca, Diego Aguirre, Jorge Fossati, Daniel Passarela, Paulo Bento, Rafael Dudamel e Jesualdo Ferreira. Este último até comentou que o futebol brasileiro não dá condições para que trabalho algum seja bem desenvolvido. Pelo contrário, as condições de trabalho dadas aos treinadores são as piores possíveis. E isto não é uma exclusividade para os técnicos estrangeiros, os brasileiros também reclamam desta falta de estrutura, especialmente pela desorganização financeira dos clubes, que atrasam pagamentos e criam mal estar constante no vestiário.

A propaganda da imprensa contra os técnicos brasileiros não passa da mais pura polêmica vazia, feita apenas para ganhar audiência às custas da velha propaganda de depreciação do que é nacional. Os exemplos mostram que técnicos estrangeiros não resolvem o problema dos clubes, fruto da incompetência dos cartolas na administração dos clubes. A verdadeira solução para retomar o bom futebol dos clubes é a retirada dos dirigentes parasitas e a entrega da administração dos clubes aos torcedores.

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