Demagogia ou empoderamento? Bolsonaro nomeia 4 mulheres para equipe de transição

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Segundo um levantamento realizado pela Inter-Parliamentary Union (IPU), em agosto de 2016, o Brasil ocupa o 155º lugar no ranking que mensura a igualdade entre homens e mulheres no ramo político. Durante o governo da ex-presidenta, democraticamente eleita, Dilma Rousseff, elas ocuparam o maior número de ministérios da história do país: foram 18 representantes de pasta do sexo feminino, durante seus cinco anos e meio de mandato.

A consolidação do golpe, com o impeachment da presidenta, democraticamente eleita, Dilma Rousseff, culminou em um ataque direto da classe trabalhadora, e especial as mulheres. Um exemplo está no decréscimo no número de representantes do sexo feminino em ministérios no governo do golpista Jair Bolsonaro (PSL). Apenas 4, de um total de 31, ocuparão cargos desse porte, a partir de 2019. Dentre elas, três são ligadas ao exército.

A colocação de mulheres nos ministérios representa uma completa demagogia. Jair Bolsonaro (PSL) é conhecido por atacá-las, ainda antes de estar no pleito. Um exemplo foi seu ataque a Maria do Rosário, quando afirmou que não a estupraria porque ela não merecia. Na mesma ocasião ele a empurrou e ofendeu verbalmente.

Com o aprofundamento do golpe, a luta das mulheres é fundamental, para que possam ser barrados todos os retrocessos impostos pelos golpistas. Apenas a mobilização popular, nas ruas, derrota o fascismo.