Demagogia: ONU “defende” venezuelanos, enquanto seus patrões imperialistas financiam fascistas na América Latina

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Da redação – A ONU se pronunciou nesta sexta-feira (24), em um evento em Genebra (Suiça), dizendo-se “extremamente preocupada” o com o que ela chama de “exodo da Venezuela” e que as cenas dos ataques de brasileiros fascistas aos imigrantes na fronteira de Roraima liga um sinal de alerta. Nesse sentido, o discurso humanitário da ONU é puramente demagógico, pois, os mesmos países que deram o golpe e financiam a instabilidade político-econômica no Brasil, Peru, Colômbia e Equador, são os que vêm, por meio da “beata” ONU, se pronunciar como se fossem os maiores “defensores dos direitos humanos”, e, lembrando, foram visitas a pouco tempo por representantes dos EUA para organizar a invasão à Venezuela.

É importante salientar que o órgão é um importante braço de controle do imperialista mundial, e assim, sua real função é estabelecer certo “equilíbrio” entre as grandes potências mundiais do pós-segunda guerra mundial, os membros fundadores do Conselho de Segurança. Assim, devemos explicitar que o imperialismo norte-americano está organizando uma grande escalada de violência fascista contra os governos de esquerda, vista nas ações de grupos direitistas na Venezuela, queimando pessoas vivas, e, ultimamente, as mesmas ações na Nicaragua.  

Nessa situação, a ONU, figurada pelo porta-voz da Organização Internacional de Migração, Joel Millman, diz que “A violência no Brasil foi inquietante.[…] Entendemos o que estão enfrentando essas comunidades e estão fazendo grande trabalho”. […] Estamos vendo sinais, como a violência no Brasil e limites (impostos por outros países), como sinais de alerta de que situação difícil pode rapidamente se transformar em uma situação de crise”.

Os comentário de Millman e o excesso de “preocupação” da ONU com a questão indica que é o imperialismo que está por trás dessas ações também aqui no Brasil. Como denunciado por um padre que vivenciou as cenas de horror em Roraima, os grupos fascistas que saíram caçando venezuelanos pelas ruas, foram organizados anteriormente, por políticos, empresários e etc. E aqui, vale ainda lembrar que, o Ministro da Defesa dos EUA esteve em turnê pela região articulando exatamente sobre a questão da Venezuela.

É preciso repudiar a intervenção imperialista na América Latina para resolver um suposto problema que, está mais do que claro, foram eles mesmos que criaram e pretendem aprofundar.