Mulheres na chefia?
Número de mulheres nomeadas secretárias cresce nas capitais, mas homens ainda respondem por mais de 70% dos cargos
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Infográfico sobre o gênero dos secretários municipais das 26 capitais brasileiras | G1

A participação das mulheres no governo, ainda baixíssima, teve um pequeno aumento em relação ao número de secretarias que serão comandadas por mulheres. Segundo levantamento feito pelo G1, que considerou a lista de secretários nomeados pelos prefeitos das capitais, os 26 prefeitos das capitais nomearam mulheres para 140 dos 507 cargos de chefia nas secretarias municipais (28% do total).

Isso significa que as mulheres lideram menos de 3 a cada 10 pastas dos Executivos municipais. Os secretários, que tomaram posse nos últimos dias, foram nomeados pelos prefeitos. Em Natal (RN) e São Luís (MA), os dados não estão completos, já que os prefeitos ainda devem divulgar os nomes de mais secretários municipais.

Os dados mostram que, em 2021, todas as capitais têm ao menos uma mulher como secretária municipal. Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, é a única capital com apenas uma mulher. São 12 secretários no total. Em outras capitais, porém, apenas duas ou três mulheres foram nomeadas para o cargo, como em Porto Alegre e Goiânia – onde 90% do secretariado é formado por homens. Já Recife e Belém registram o maior número de mulheres nos cargos, percentualmente. As mulheres ocupam a metade dos 18 cargos de secretaria do Recife. Em Belém, elas são 17 de 35 (49%). Nenhuma capital tem mais mulheres secretárias do que homens.

Em 2017, quando a gestão anterior teve início, 108 dos 492 cargos eram ocupados por mulheres (ou seja, 22%). De 2017 para 2021, o percentual de mulheres nas secretarias aumentou em 14 das 26 capitais. Dos 26 prefeitos de capitais, apenas uma é mulher: Cinthia Ribeiro (PSDB), reeleita para comandar a Prefeitura de Palmas (TO). Apesar disso, são 10 mulheres e 22 homens no secretariado. O número de mulheres, porém, já é bem maior do que o registrado em Palmas em 2017: 2 mulheres e 26 homens.

As eleições municipais de 2020 são analisadas – tanto pela esquerda identitária, como pela direita – como um processo que garantiu uma maior participação das mulheres. Contudo, não avaliam de forma crítica que além da baixa proporção de mulheres, há o fato de boa parte destas mulheres serem de partidos da direita e da extrema direita golpistas. Ou seja, que esta “maior participação” é pura demagogia, que serve apenas para vender a ilusão de que a situação das mulheres está melhorando.

Não explicam que não será o número de mulheres eleitas ou nomeadas nas últimas eleições municipais que irá garantir o maior poder político para as mulheres. Apesar do número maior de candidaturas e nomeações femininas, a situação das mulheres somente piorou nos últimos anos. As mulheres que conseguem chegar lá, acabam ocupando cargos de menor poder político, ou mesmo são mulheres direitistas e até fascistas, que acabam ajudando aumentar a opressão das mulheres.

Como, por exemplo o caso da grande maioria das deputadas federais eleitas em 2018, que são alinhadas com o governo fascista e misógino de Jair Bolsonaro.

Portanto, os dados apresentados por este levantamento mostram que não há equidade de gênero nas capitais, e que mesmo com o pequeno aumento nos números em 2021, não dá para afirmar que houve um aumento na representação das mulheres, muito menos na qualidade desta representação com relação as reivindicações históricas das mulheres por seus direitos.

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