Frente ampla genocida
Depois do papelão desempenhado pelo PT nas eleições no Senado, sua faceta frente-amplista agora mira a reabertura das escolas num momento crítico da pandemia.
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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), em reunião com o Ministro da Defesa de Bolsonaro. | Foto: Carol Garcia/GOVBA/Fotos Públicas.
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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), em reunião com o Ministro da Defesa de Bolsonaro. | Foto: Carol Garcia/GOVBA/Fotos Públicas.

O plano do prefeito de Salvador (BA), Bruno Reis (DEM), é reabrir as escolas municipais no começo de fevereiro. A negociação envolve os representantes das escolas particulares da cidade, mas para além deles, o próprio governador da Bahia, Rui Costa (PT).

Para quem acompanha a política da ala direita do PT, nenhuma surpresa. Rui Costa é uma figura importante desse setor e um dos maiores propagandistas da frente ampla dentro do partido. Seu governo, de fato, é difícil de distinguir dos governos tradicionais da direita, em especial no que diz respeito ao fortalecimento dos órgãos de repressão.

A relação de Rui Costa com o DEM é bastante explícita. A indicação da major Denice Santiago à prefeitura de Salvador foi uma clara manobra para facilitar a eleição do candidato do partido herdeiro do antigo ARENA. Quem em sã consciência poderia acreditar na eleição de uma policial militar na capital da Bahia?

Ainda no começo da pandemia, Rui Costa foi um dos governadores de esquerda que se misturou a governadores de direita numa oposição farsesca ao ilegítimo presidente Jair Bolsonaro. Com o nível baixíssimo do debate, muitos direitistas conseguiram se promover como científicos e até mesmo progressistas, simplesmente por defender uma quarentena ilusória.

Na prática, nas periferias espalhadas pelo país nunca aconteceu de fato essa quarentena. Seu principal objetivo foi apenas esconder o fato de que os governadores não tinham nada mais para oferecer à população. Com o apoio da esquerda, esse truque funcionou relativamente bem por alguns meses.

Agora, justamente em meio a uma crescente dos casos de Covid-19, os mesmos “opositores” de Bolsonaro procuram articular o retorno das aulas presenciais. Como citado, os proprietários de escolas particulares são o grupo econômico mais visível nessa manobra. No entanto, vale ressaltar que a movimentação em nível mundial pela reabertura parte de agentes com essa amplitude de poder, os bancos.

Para além das mensalidades escolares, a reabertura das escolas aquece diversos setores da economia, como transportes, alimentação e materiais escolares, por exemplo. Com o desenvolvimento da crise econômica, a pressa pela reabertura das escolas antes da ampla vacinação da população é uma proposta de genocídio em favor do grande capital.

É para isso que serve a frente ampla, para que a esquerda trabalhe para a direita golpista, como visto na recente eleição para a presidência do Senado. O próximo passo é a reabertura das escolas conjuntamente. E depois querem que a população saiba distinguir claramente a esquerda da direita nas eleições. Fica muito complicado.

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