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Não dá mais para ocultar. Aliás, só mesmo quem não enxergava era quem não queria mesmo ver.  A operação “farsa-jato” – instrumento político-jurídico conduzido pelo juizeco fascista Sérgio Moro e seu pequeno “exército” de miquinhos procuradores adestrados – vem sendo desmascarada de forma implacável a cada dia.

Levada adiante sob o manto da “luta contra a coerrupção” no país, a famigerada operação – depois de mais de três anos de violações, arbitrariedades e ataques contra as garantias e os direitos democráticos mais elementares da cidadania – já não consegue enganar nem mesmo os mais incautos, tamanha as aberrações e inconstitucionalidades cometidas.

É tão flagrante a farsa montada pela operação que mal dá para escamotear os verdadeiros propósitos de Moro, seus procuradores e desembargadores “contratados” para corroborar as decisões do juizado de primeira instância, em Curitiba.

Foi assim no julgamento e na sentença que condenou Lula, confirmada por vergonhosa unanimidade do TRF4, de Porto Alegre, que mal disfarçou a jogada combinada entre Moro e os desembargadores, não só na confirmação da sentença, como na ampliação da pena imposta, sem qualquer prova, ao ex-presidente.

Para que não haja qualquer dúvida sobre o caráter vil e grotesco do processo inquisitorial montado para perseguir e incriminar o ex-presidente Lula, um fato ocorrido na última sexta-feira, dia 23, revela, de forma muito cristalina, o verdadeiro significado da infame operação. Um delator da Odebrecht, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, se enrolou e acabou revelando a seletividade do caso.

Fernando Migliaccio “disse que foi chamado por procuradores da Lava Jato de Curitiba para deliberadamente procurar valores em planilhas da empreiteira que poderiam ser equivalentes aos que a acusação do Ministério Público diz serem ligados a obras em um sítio em Atibaia; diante da derrapada, Moro chegou a tentar interromper as perguntas de Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, ao ex-executivo” (site 247, 28/02).

É explícita e sem qualquer reserva a manobra do juizado de primeira instância da capital paranaense no sentido de fabricar provas contra Lula. No depoimento, Moro chegou a interromper as perguntas de Cristiano Zanin – advogado de Lula – ao depoente quando foi ficando claro que os procuradores tinham pedido a colaboração do delator para criar uma acusação contra o ex-presidente. Nas palavras do próprio depoente – ex-executivo da empreiteira – ele estava ali para “fechar a história” da acusação contra Lula.

A operação Lava Jato é irmã siamesa do golpe de Estado de 2016, orquestrado, planejado e financiado pelo imperialismo, a burguesia e a extrema-direita nacional, repudiada pelas massas populares. Seu propósito nunca foi combater nenhuma corrupção (uma chaga intrínseca ao capitalismo), mas servir como cobertura jurídica (muito mal disfarçada) para um processo não só de perseguição à lideranças políticas da esquerda, como, paralelamente, atacar e destruir a economia nacional (desemprego, entrega do pré-sal, privatizações etc.).

Portanto, a luta contra o golpe de estado deve ter como um dos seus aspectos centrais a denúncia implacável da Lava Jato enquanto instrumento da burguesia e da direita pró-imperialista contra os interesses do conjunto da população pobre e explorada.

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