Defesa de Lula retira pedido do STF para evitar manobra golpista da direita

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A defesa do ex-presidente Lula decidiu retirar o pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o qual pedia a liberdade do ex-presidente. A estratégia da defesa de Lula consistiu no fato de que o STF poderia, além de negar a liberdade do ex-presidente, julgar também a sua inelegibilidade no processo eleitoral, o que acabaria com qualquer chance legal do ex-presidente concorrer, uma vez que o julgamento seria feito pela instancia máxima da justiça nacional, ou seja o STF.

O ministro do Supremo Edson Fachin, já havia afirmado que não iria conceder a liminar pedindo a liberdade de Lula, além de ter citado que o ex-presidente já seria inelegível, isso mesmo antes do julgamento. O caso revela a total arbitrariedade e a verdadeira ditadura que existe no país, onde os tribunais, os quais deveriam agir de acordo com a lei, com a constituição, já determinam de antemão, de acordo com os interesses dos juízes, quais serão as decisões e a quem elas irão favorecer.

No caso de Lula, o recurso da defesa, que deveria beneficiar de alguma forma o réu, o ex-presidente, tornou-se um objeto de ameaça nas mãos dos ministros golpistas do STF, Lula ficaria preso e de brinde já seria julgado inelegível pelo tribunal.

A defesa do ex-presidente preferiu manter a discussão do tema no Tribunal Superior Eleitoral, TSE, mesmo que este negue a candidatura, ainda caberia recurso no STF.

Para além das disputas institucionais, a única forma de se impor uma derrota aos golpistas, de fato, é por meio da mobilização popular. Nesse sentido, é preciso organizar caravanas de todo país e ocupar Brasília no próximo dia 15 de agosto. Exigir, por meio da força popular, a candidatura do ex-presidente e sua liberdade.