Defesa de Lula cresce em todo o país e se torna uma grande manifestação popular

Nos subterrâneos do tecido social do Brasil, sob uma duríssima campanha perpetrada por todo o monopólio da imprensa golpista, uma poderosa força começa a se colocar em movimento. Uma força que ameaça e põe em risco os planos da direita golpista que está no poder, dado o seu potencial de abalar as estruturas do golpe de Estado de conjunto.

Trata-se da campanha em defesa de Lula que está se desenvolvendo rapidamente em todo o Brasil. Nos planos dos golpistas, a manifestação do dia 24 seria um fracasso. Uma quarta-feira, meio de semana, com o julgamento marcado para as 8 e meia da manhã, durante as férias escolares e o recesso de uma parte considerável dos trabalhadores. E também sendo o dia em que se faz um ano em que a esposa de Lula, dona Marisa Letícia, faleceu. Tudo para dificultar ao máximo a mobilização da esquerda.  

No entanto, contrariando os planos da direita, depois do chamado para a construção dos comitês de defesa do Lula, em pouquíssimo tempo já são muitos os comitês criados. Mesmo não sabendo o número exato hoje eles hoje já passam de 500 e certamente continuam aumentando em um ritmo intenso. Tudo indica que no dia 24 de janeiro, a despeito de todas as dificuldades, teremos dois atos em defesa de Lula muito grandes, em Porto Alegre e outro na Avenida Paulista. 

Esse desenvolvimento mostra que a defesa de Lula contra os golpistas está evoluindo para um movimento de massas, conforme destacado pelo presidente do PCO Rui Costa Pimenta na última análise política da semana. 

Esse novo ingrediente chacoalha todo o tabuleiro do xadrez político, uma vez que passa a condicionar a conjuntura política por fora das instituições. Ainda hoje aparentemente os golpistas não estão dispostos a recuar um só milímetro com relação à condenação e a prisão de Lula. Embora eles ainda pretendam dispersar o ato em Porto Alegre na base da porrada, podemos ver que eles estão concentrando esforços no sentido de diluir os atos em defesa de Lula. Não é por outro motivo que ambos os atos, em Porto Alegre e na Avenida Paulista, serão decisivos.

Quando manifestaçoes desse tipo evoluem no sentido de se tornar um movimento de massas, as coisas começam a escapar de controle das direções do movimento operário e popular e a ganhar vida própria. Um exemplo que nos permite esclarecer esse problema é a questão do vandalismo. Embora o PT esteja agindo com muita cautela, sem ter em nenhum momento convocado o pessoal para fazer uma manifestação mais dura contra a direita, é difícil prever o que acontecerá no dia 24, diante da inevitável repressão policial e militar. Como vão reagir as dezenas de milhares de militantes de todo o Brasil, que foram a Porto Alegre protestar contra a perseguição a Lula? Deixamos a resposta a essa pergunta aos cartomantes da política. Aos militantes da esquerda cabe a tarefa de ocupar Porto Alegre e a Avenida Paulista em defesa de Lula.

Agora, podemos afirmar que toda essa mobilização popular não se encerra no julgamento do dia 24 de janeiro. Pedimos a todos que contribuam com a nossa campanha financeira para as caravanas para Porto Alegre e convocamos toda a esquerda a ocupar Porto Alegre, a Avenida Paulista e as ruas do Brasil!