Defesa da vida? Crianças e adolescentes estupradas são obrigadas a terem filhos

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Dados apontados entre os anos de 2011 e 2016, mostraram que mais de 4.200 nascimentos no país, foram decorrentes de estupros de adolescentes e crianças. Além de que, no mesmo período, o Ministério da Saúde constatou que quase 50 mil meninas, entre 10 e 19 anos foram vítimas de abuso dessa natureza no Brasil.

Tais números evidenciam a urgência da legalização do aborto e pela imediata ampliação de uma política que ampare as mulheres irrestritamente.

Diante desse fato, é importante fazer uma relação da realidade que está colocada para essas crianças e adolescentes vítimas de violência sexual e o que a direita e seus setores reacionários apontam em relação a isso. O discurso disseminado pelos setores obscuros e conservadores é a persistente “defesa da vida”, mas o que se sabe é que a defesa desses setores em nenhum momento perpassa pela garantia de direitos e vida das mulheres de fato. Muito pelo contrário, esse posicionamento ignora o que está acontecendo na realidade: jovens sendo violentadas e obrigadas a levarem a gravidez resultante do abuso adiante.

Ainda que no País seja permitida a interrupção da gravidez quando relacionada ao estupro, a realidade se demonstra diferente do que está em lei. Mesmo que haja essa alternativa, é evidente que grande parte dessas jovens não conseguem realizar o aborto, por uma série de implicações impostas a elas, e por muitas vezes a grande maioria dos casos possuir envolvimento de familiares e o caso acaba sendo totalmente abafado. Tudo isso, demonstra qual a perspectiva de vida para as mulheres que a direita reacionária ignora a existência e chancela com sua política de massacre de mais da metade da população composta por elas.

A legalização do aborto é uma reivindicação urgente na luta das mulheres por sua emancipação imediata. Todos os índices a cerca da violência e abusos contra as mulheres são resultados diretos de sua criminalização, por meio do Estado burguês que as nega direitos elementares que dizem respeito a saúde pública do País.