A frente ampla na prática
A submissão da esquerda carioca à direita golpista é emblemática do fundamento político da frente ampla
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Marcelo Freixo e Eduardo Paes | Foto: reprodução

Recentes resultados de pesquisas sobre a eleição para prefeito na cidade do Rio de Janeiro indicando a vitória, ainda em primeiro turno, do candidato Eduardo Paes (DEM) confirmaram aquilo que esse DCO e os programas do COTV, entre eles a Análise Política da Semana, com o companheiro Rui Costa Pimenta, vinham afirmando: a desistência de Freixo em sua candidatura à prefeito nada tinha a ver com uma suposta não concretização de uma frente entre os partidos de esquerda, como alegava o deputado, mas ao apoio do PSOL e do próprio Freixo ao candidato do Democratas.

Freixo havia ficado em 2º lugar nas eleições de 2016 e as pesquisas, antes de sua desistência, apontavam o seu nome, também em 2º lugar, atrás do próprio Eduardo Paes, para as atuais eleições. Diante de sua desistência, todas as simulações apresentadas na pesquisa com outros possíveis pré-candidatos do PSOL apontam que não serão mais que meros candidatos laranjas, apenas para encobrir, se muito, o apoio abertamente declarado a um candidato da direita.

A questão que se coloca é se o apoio a um candidato da direita golpista representa em alguma medida a defesa da “democracia” ? Mesmo a democracia de fachada que imperou desde o final da ditadura e que atropelada pelo golpe de 2016. O DEM, de Eduardo Paes, juntamente com o PSDB e o PMDB, foram os partidos centrais do golpe que derrubou Dilma, perseguiu, prendeu e depois baniu Lula das eleições, a fim de garantir a vitória de Bolsonaro. Nesse sentido, Paes também é um dos pais de Bolsonaro e do bolsonarismo.

Obviamente que não. O que temos no caso é a absoluta sujeição da esquerda carioca aos partidos burgueses. Aliás, ao contrário do que a esquerda defensora da frente ampla procura apontar como uma unidade necessária com setores “democráticos” da burguesia para fazer frente ao avanço do fascismo, o que se vê é o abandono, se é que existiu em algum momento, de qualquer princípio de independência de classe.

Aliás, nesse quesito, o PCdoB encontrou o seu tão sonhado parceiro no campo da esquerda no PSOL. Ambos os partidos são os mais ardorosos defensores da unidade a todo custo com a burguesia. Não é por outro motivo que seus principais dirigentes são signatários de um manifesto, Manifesto Estamos juntos, que em nome da sacrossanta luta contra o fascismo, sequer menciona o fascista Bolsonaro, defender sua derrubada, então, nem pensar. 

O fundamental central da frente ampla é beneficiar a direita contra os trabalhadores. Significa tentar desviar as amplas mobilizações populares que se avizinham no País, para o marco das instituições, para o Congresso Nacional e o calendário eleitoral.

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