Defender plano B não impede a Lava Jato golpista: Haddad indiciado

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A perseguição política ao Partido dos Trabalhadores continua, e nem mesmo poupa os que, dentro do partido, querem virar a  página do golpe. Em uma nova ofensiva das operações golpistas, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad foi denunciado à justiça eleitoral por suposto uso de caixa 2. Além do ex-prefeito outras quatro pessoas foram denunciadas, entre elas o ex- tesoureiro do PT e presos político do regime golpista,  João Vaccari Neto.

A denúncia, absolutamente fabricada, foi apresentada pelo promotor da justiça eleitoral Luiz Henrique Dal Poz. Se aceita pela justiça, Haddad e os demais acusados tornam-se réus e vão responder por falsidade ideológica para fins eleitorais. A pena é de até cinco anos de prisão.

Segundo o promotor, um elemento da direita golpista, “ houve omissão e inserção de elementos inidôneos na prestação de contas para a campanha Municipal em 2012”. A “investigação” resulta do desmembramento da operação golpista Lava-jato, quando da delação do empresário Ricardo Pessoa da UTC, que gerou a operação Cifra Oculta da qual Haddad é vitima.

Toda a acusação é baseada em um delação feita sob medida e sem  qualquer prova material Na acusação o empresário referido teria pago uma dívida do partido com uma gráfica a pedido de Vaccari e Haddad teria usado notas física inidoneas para prestar contas. Uma acusação vaga e genérica, sem provas, uma verdadeira farsa, cujo sentido é claramente político.

Haddad destacou-se recentemente como alguém que procurou articular um possível plano B a candidatura do ex-presidente Lula, plano que foi rechaçado. O plano B significaria uma extraordinária capitulação diante da direita golpista. Uma tentativa de buscar uma certa conciliação com o regime golpista na tentativa de conviver com ele, que é o que expressa o plano B, não atende aos interesses do povo. 

A perseguição política a Haddad deve ser amplamente denunciado, no entanto, mostra claramente a todos os setores que querem virar a página do golpe, que o golpe não passará a menos que seja derrubado e não há possibilidade de convivência. O plano dos golpistas é extinguir partidos de esquerda com amplo apoio popular bem como desorganizar a classe operária  os setores populares para atacá-la mais violentamente.

Para os setores populares, operários e camponeses só há um caminho: a luta intransigente das massas contra o golpe, que neste momento passa necessária pela luta pela liberdade do ex-presidente Lula e por sua candidatura com meio mobilização contra o golpe.