Frente Ampla
Deputados do PCdoB defendem a posição de se aliar com a direita responsável pelo golpe no Brasil, inclusive a imperialista, para manter o regime ‘democrático’
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Revista Veja
Matéria: Votação do Impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados.
Deputados comemoram a votação do Impeachment da presidente Dilma Rousseff
Foto: Cristiano Mariz
Data:17/04/2016
Local: Câmara dos Deputados - Congresso Nacional - Brasília DF
Se aliar com os golpistas para defender a democracia? | Foto: reprodução

A luta “contra” o fascismo e como consequência contra o governo de Jair Bolsonaro está sendo justificada para realizar as alianças mais horripilantes possíveis. E isso não ocorre somente no Brasil, mas é uma “tendencia” da esquerda no mundo.

Neste artigo, selecionamos duas personalidades políticas importantes do PCdoB para mostrar que setores da esquerda pequeno burguesa estão atrapalhando a luta contra o golpe e que o PCdoB, em particular, possui uma política muito oportunista para se aliar a burguesia brasileira e imperialista.

A deputada federal pelo Acre e líder do PCdoB na Câmara, Perpétua Almeida, escreveu um artigo para defender a “independência” da Câmara dos deputados e justificar o apoio do partido ao golpista Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Rodrigo Maia e ligado ao golpista Michel Temer que está prestes a receber um cargo dentro do governo de Jair Bolsonaro.

No artigo, Perpétua Almeida diz que “o candidato do movimento, que oportunamente denominamos “Frente Câmara Livre”, conta com o apoio do MDB, PT, PSL, PSDB, DEM, PSB, PDT, PCdoB, Cidadania, PV e Rede”. E complementa que “Baleia é um deputado de oposição? Não. Ele é um parlamentar da esquerda? Também não. Baleia Rossi é o nome que foi capaz de canalizar, neste momento, o caminho para o enfrentamento das inquietações de forças políticas tão díspares, mas que perseguem um objetivo em comum: a defesa da democracia e independência da Câmara e dos demais poderes”.

Já o deputado federal Orlando Silva, ministro do Esporte (2006-2011) e candidato a prefeito de São Paulo (2020) pelo PCdoB escreveu um artigo sobre a situação da “democracia” dos EUA após a invasão do Capitólio por apoiadores de Donald Trump na semana passada onde se coloca abertamente em posição de apoio a um dos elementos mais repugnantes da política norte americana e das pessoas responsáveis pelos golpes e destruição em dezenas de países pelo mundo.

Em seu artigo diz que “Biden foi declarado vitorioso, mas assumirá em situação extrema, com a democracia abalada. A resposta para resguardar a institucionalidade precisa ser enérgica – a rigor, Trump deveria ser retirado do poder e processado pela tentativa de sedição. Porque se a moda pega…”.

No Brasil, temos um discípulo dele na presidência. Bolsonaro já demonstrou seu absoluto descompromisso com a democracia e as instituições. Não é de agora. Trata-se de um conspirador vulgar, pior espécime do porão do regime militar, que, devemos lembrar, foi afastado do Exército por seu comportamento insidioso”, disse Orlando Silva.

Barrar a ameaça autoritária, que se tornou ainda mais real a partir do criminoso levante trumpista, é a base da Aliança pela Democracia e Liberdade, que sustenta a candidatura de Baleia Rossi à presidência da Câmara. Manter o parlamento independente do Palácio do Planalto se tornou uma pré-condição para a garantir que a democracia brasileira chegue viva em 2022”, completou.

Tanto Perpétua Almeida quanto Orlando Silva entram na campanha da direita de luta contra os extremos, onde tentam mostrar Donald Trump e Jair Bolsonaro como o que há de pior na política dos dois países quando não analisam quais foram os responsáveis pela ascensão desses elementos políticos.

Em primeiro lugar devemos contrapor com a ideia de que os “opositores” a Trump e Bolsonaro são defensores da democracia e das instituições. Joe Biden é conhecido como senhor da guerra devido a sua atuação para destruição de diversos países para impor os interesses dos grandes monopólios dos EUA. Foi articulador político na Guerra da Iugoslávia, invasão do Iraque e Afeganistão, tentativa de derrubada do presidente Sírio Bashar Al Assad e destruição do país, golpes na Ucrânia e, inclusive no Brasil, que resultou na ascensão de Jair Bolsonaro à presidência da República.

No caso brasileiro, os “defensores” da democracia apresentados pelos deputados do PCdoB são os principais responsáveis pela destruição do pouco ou quase nada de democracia que existia no Brasil. A Câmara dos deputados com seus deputados da “!direita civilizada” e que hoje fazem “oposição” a Jair Bolsonaro foram os articuladores do golpe de Estado em 2016 que derrubou a presidente petista Dilma Rousseff.

No caso citado pelos dois deputados, Baleia Rossi não é nenhum defensor da democracia e das instituições, e muito menos contra Jair Bolsonaro. Baleia Rossi é um dos deputados que mais votaram juntamente com o governo Bolsonaro e já deu declarações públicas e em entrevistas que o impeachment de Jair Bolsonaro está descartado. Além de ser braço direito do golpista Michel Temer que está prestes a receber um cargo dentro do governo Bolsonaro para aprovar ainda mais ataques a população pobre e trabalhadora do Brasil.

Apoiar ou se solidarizar com a direita golpista nacional e internacional como Joe Biden ou com Rodrigo Maia ou coisa semelhante, não é de maneira alguma combate ao fascismo e nem mesmo em defesa da democracia. É apoiar elementos da direita tradicional apoiada pela burguesia imperialista que não tem nada de democrática e caso necessite apoiará o fascismo em todos os locais necessários. E a história nos mostra que isso ocorreu numa grande escala.

É preciso ficar claro que Joe Biden, Kamala Harris, Barack Obama, Michel Temer, Baleia Rossi, Rodrigo Maia, Davi Alcolumbre são os elementos mais importantes do golpe e do fascismo em diversos países e no Brasil. É apoiada pelo setor mais importante da burguesia mundial, pois defendem seus interesses a qualquer custo sob a bandeira da “democracia” nem que seja necessário golpes e mais golpes para defender esses interesses.

A posição de Perpétua Almeida e Orlando Silva e do PCdoB no geral não é de luta contra o fascismo e nem mesmo contra Bolsonaro, mas de adaptação ao regime golpista para conseguir benefícios como cargos e a participação em alianças que possibilitem as suas reeleições, uma política mesquinha e que somente levará a derrota dos trabalhadores.

A única maneira de derrotar o fascismo e a ditadura da direita é a mobilização dos trabalhadores e da população pobre. Se aliar com a direita “civilizada” através da frente ampla é o caminho para a derrota e a ascensão do fascismo.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas